O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da PNAD Contínua Educação, revelando que o Brasil possui atualmente 8,4 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais, o que corresponde a uma taxa de 4,9%. Este é o menor índice desde o início da série histórica em 2016, marcando um avanço significativo na educação no país.
Redução Anual e Distribuição Regional
A redução no número de analfabetos foi de cerca de 592 mil pessoas em comparação ao ano anterior, quando a taxa era de 5,3%. A região Nordeste concentra mais da metade desse total, com 4,8 milhões de analfabetos, representando 57,4% do total nacional. Essa região apresentou uma taxa de analfabetismo de 10,6%, enquanto o Norte ficou com 5,7%.
As regiões Sudeste e Sul registraram os menores índices, com taxas de 2,3% e 2,4%, respectivamente. O Centro-Oeste, por sua vez, fechou o período com 3,3% de analfabetismo.
Perfil dos Analfabetos
Entre os analfabetos, a população idosa é a mais afetada, com 4,8 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, representando 58% do total. A taxa de analfabetismo nesta faixa etária é alarmante, alcançando 13,8%. Curiosamente, a taxa de analfabetismo entre mulheres idosas é de 13,7%, abaixo dos 14,1% registrados entre homens.
Desigualdade Racial e Escolaridade
A desigualdade racial no acesso à educação também é evidente. Entre os brancos, apenas 2,8% são analfabetos, enquanto entre pretos e pardos esse índice sobe para 6,5%. Apesar disso, a escolaridade da população adulta está em ascensão, com 51,3% das pessoas pretas ou pardas com 25 anos ou mais tendo concluído o ensino médio, comparado a 64,9% entre brancos.
Crianças em Educação Infantil
A frequência de crianças de 0 a 3 anos em creches ou escolas é de 41,7%, ainda abaixo da meta do Plano Nacional de Educação (PNE) para 2024. Na região Norte, 35,2% dos bebês de 0 a 1 ano e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos não estão em creches devido à falta de vagas.
Evasão Escolar e Juventude
A frequência escolar no ensino fundamental para crianças de 6 a 14 anos é de 96,1%, cumprindo a diretriz do PNE, mas ainda abaixo dos níveis pré-pandemia. No ensino médio, a frequência líquida entre jovens de 15 a 17 anos é menor para homens (77,4%) em comparação com mulheres (84%). A evasão escolar é preocupante, com 18,5% dos jovens abandonando os estudos aos 16 anos.
