No Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou um conjunto de iniciativas voltadas para a proteção dos biomas brasileiros e o enfrentamento das mudanças climáticas. O anúncio ocorreu em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho.

Medidas anunciadas

Entre as ações destacadas, Lula assinou um decreto que estabelece novas unidades de conservação e amplia áreas já protegidas. Também foi sancionada a Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga, além de um decreto que facilita os repasses do Fundo Nacional do Meio Ambiente para estados e municípios, visando a prevenção de incêndios florestais.

Preparação para desastres climáticos

O presidente enfatizou que, pela primeira vez, o Brasil está se preparando com antecedência para enfrentar a possibilidade de queimadas intensificadas pelo fenômeno El Niño. Ele afirmou: “Estamos prontos para enfrentar essa situação”, destacando a credibilidade do país em questões ambientais.

Novas Unidades de Conservação

Dentre as novas unidades de conservação, estão o Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e a Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará. Além disso, os Parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí, tiveram suas áreas ampliadas, fortalecendo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Redução do desmatamento

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, informou que houve uma redução significativa do desmatamento em vários biomas. Na Amazônia, a queda foi de 50%, enquanto no Cerrado e Pantanal, as reduções foram de 32% e 63%, respectivamente. Ele ressaltou que o Brasil retomou a governança ambiental, centralizando a questão climática nas políticas públicas.

Investimentos e financiamento

Durante o evento, foram anunciados R$ 2 bilhões em investimentos para ações do Ibama e do ICMBio. Também foram destinados R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de restauração da vegetação nativa, com a expectativa de gerar um total de R$ 3 bilhões, incluindo contribuições de empresas. Tereza Campello, do BNDES, destacou que essa iniciativa é única no mundo.