No dia 1º de junho, o governador Mateus Simões apresentou em coletiva de imprensa a operação Cerco Fechado, considerada a maior ação contra facções criminosas da história de Minas Gerais. Esta operação envolve a colaboração das Forças de Segurança do Estado, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), com duração indefinida.

Objetivos da Operação

Segundo Mateus Simões, a operação tem como meta principal garantir a segurança em Minas Gerais, evitando o domínio territorial das facções e asfixiando sua presença financeira e física. A ação não se limita à busca de alvos, mas também busca resultados efetivos em termos de segurança pública.

Atuação nos Municípios

A operação conta com a participação de 2.980 profissionais que atuam em 26 territórios de seis cidades mineiras: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni. Este efetivo integrado visa aumentar a presença policial nas ruas e intensificar o combate ao crime organizado.

Resultados Parciais

Até o momento, 46 indivíduos foram detidos, incluindo quatro menores. Destas detenções, 38 foram ratificadas, além da apreensão de nove armas de fogo, 93 munições, substâncias como maconha, crack e cocaína, além de R$ 27 mil em dinheiro.

Cooperação com o Judiciário

A operação também conta com o suporte do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Estado, que já contabilizaram 73 mandados de busca e apreensão. Desse total, 46 mandados foram cumpridos em Belo Horizonte e 27 em outras localidades. Além disso, foram realizadas operações em dez unidades prisionais, onde 914 celas foram revistadas, resultando na apreensão de 53 celulares e 907 unidades de drogas.

Programa Procura-se

Durante a coletiva, o governador anunciou a sétima edição do programa Procura-se, que lista 12 criminosos prioritários foragidos com mandados de prisão em aberto. Os indivíduos são procurados por crimes como homicídios, roubos e tráfico de drogas, e parte deles também está envolvida em explosões de caixas eletrônicos e roubos a instituições financeiras.

Coordenado pela Sejusp, o programa busca capturar foragidos por meio de ações qualificadas das polícias e participação da população através de denúncias. Desde o lançamento, 61 dos 74 alvos já foram presos, apresentando uma taxa de sucesso de 82,4% nas edições anteriores.