O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez duras críticas ao ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante uma entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan. Tarcísio se referiu a Haddad como o 'melhor ministro da Fazenda da história do Paraguai', enfatizando que sua gestão resultou na migração de indústrias brasileiras para o país vizinho devido à alta carga tributária.

Críticas a Haddad e Carga Tributária

Em sua fala, Tarcísio destacou que Haddad deixou um legado de empresas endividadas e um aumento significativo na relação dívida/PIB, além de um rombo nas contas públicas. Ele afirmou que, após as falhas na gestão econômica, está preparado para reencontrar Haddad na disputa pelo Palácio Bandeirantes em outubro, onde ambos irão concorrer.

Distanciamento do Caso Master

Além das críticas a Haddad, o governador também se distanciou do caso envolvendo o banco Master e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Tarcísio ressaltou que nunca se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro e que não há investimentos dos fundos de pensão do estado em CDBs do banco Master, uma afirmação que busca afastar qualquer suspeita.

Contraponto a Cláudio Castro

O governador enfatizou que a política em São Paulo é realizada de maneira diferente da do Rio de Janeiro, onde foram reveladas ligações entre Castro e Vorcaro. Tarcísio afirmou que em sua gestão não houve indicações de secretarias ou reguladores por parlamentares, reforçando sua proposta de uma mudança de cultura na política.

Apelo à Proposta Construtiva

Durante a entrevista, Tarcísio criticou Haddad por não apresentar propostas concretas para São Paulo, insinuando que o ex-ministro se ocupa mais em criticar sua gestão. Ele mencionou uma canção popular para ilustrar seu ponto de vista, sugerindo que Haddad deveria focar mais em soluções do que em ataques.

Apoio a Flávio Bolsonaro

Por fim, Tarcísio reafirmou seu apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência e concordou com a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como organizações terroristas. Ele acredita que essa classificação pode facilitar a cooperação internacional no combate ao crime organizado.