O governo de Minas Gerais anunciou alterações na oferta pública de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), estabelecendo um preço mínimo de R$ 47,23 por ação. Essa modificação foi necessária após a identificação de bloqueios judiciais que impactaram 46.737 ações pertencentes ao Estado.

Alterações na oferta

A retificação da oferta foi divulgada na quinta-feira (28) pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. A quantidade máxima de ações adicionais que o governo pode oferecer caiu de 19.135.730 para 19.035.730, devido a processos judiciais que tornaram algumas ações indisponíveis.

Preço mínimo e condições

O preço mínimo de R$ 47,23 por ação já era uma condição prevista desde o início da oferta, mas só foi revelado agora. Se o preço final após a coleta de intenções de investimento for inferior a esse valor, a operação será cancelada. O Estado planeja vender inicialmente 171.113.881 ações da Copasa.

Critérios para investidores

A estrutura da oferta inclui a seleção de um investidor de referência, que poderá adquirir até 30% das ações. Os interessados devem comprovar capacidade financeira e técnica, além de atender a exigências como apresentação de cartas de fiança bancária no valor mínimo de R$ 7 bilhões.

Novo cronograma de propostas

Um novo prazo para a entrega de propostas de investidores de referência foi aberto, que vai até 3 de junho. Os investidores que já haviam se manifestado serão comunicados sobre as mudanças e terão até essa data para confirmar ou revogar seus pedidos. O silêncio será interpretado como uma ratificação do pedido original.

Próximos passos e privatização

O cronograma foi atualizado, com a definição do investidor de referência prevista para 3 de junho. As negociações das ações na B3 devem começar em 15 de junho, com liquidação financeira marcada para 16 de junho de 2026. A privatização da Copasa faz parte de um processo que começou em 2024, com estudos para desestatização da companhia.