A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou nesta quinta-feira (28) que houve "dificuldades operacionais pontuais" na transição para o novo sistema de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) do estado. Segundo o governo, essas falhas foram rapidamente corrigidas.
Relatos de Problemas
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e a Santa Casa de Misericórdia da capital apresentaram relatórios evidenciando questões como lentidão no software e dificuldades para a localização de leitos disponíveis. O novo sistema, denominado Central de Operações para Regulação (Core), começou a operar no dia 19, substituindo o modelo anterior, conhecido como SUSFácil.
Decisão Judicial
Na semana passada, o juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de BH, decidiu suspender a implementação do Core, determinando o retorno ao modelo SUSFácil. O magistrado também enviou uma intimação ao secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, para notificá-lo oficialmente sobre a decisão.
Esclarecimentos da SES-MG
A SES-MG afirmou que, embora tenham surgido dificuldades pontuais durante a transição, as soluções foram imediatas e estão sendo monitoradas continuamente. A secretaria destacou que não houve falhas sistêmicas que prejudicassem a regulação e que a assistência aos pacientes está sendo mantida por meio da equipe da Core.
Críticas e Desafios
O novo sistema deveria inicialmente ser utilizado para serviços de urgência e emergência, enquanto os procedimentos menos urgentes continuariam sob o SUSFácil. No entanto, a Prefeitura de BH, em um ofício ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), listou falhas como a falta de relatórios e limitações na plataforma, que dificultam a operação e o tempo de resposta na regulação.
Impacto na Internação de Pacientes
A Santa Casa também relatou um problema específico na internação de pacientes entre 17 e 18 anos, uma vez que o sistema impede a alocação em leitos que não correspondem ao perfil do paciente. Este impasse afeta a capacidade de hospitalização, visto que os leitos pediátricos estão restritos a pacientes menores de 13 anos.
Defesa do Novo Sistema
Por outro lado, o governo de Minas alegou que o novo sistema foi desenvolvido para tornar a regulação hospitalar mais eficiente, com testes realizados antes da sua implementação. A Core continua a busca ativa por leitos adequados, contando com a colaboração de mais de 200 médicos especialistas para garantir a melhor assistência possível aos pacientes.
