A fisioterapeuta Roberta Rodrigues, que enfrentou a tetraplegia cinco vezes ao longo de sua vida por conta de uma doença neurológica rara, viveu um momento marcante após participar da Maratona do Rio. Ao cruzar a linha de chegada, ela foi surpreendida com um pedido de casamento feito por seu namorado, Nicael Macedo.

Um sonho realizado

Em suas redes sociais, Roberta compartilhou a emoção de vivenciar a concretização de um sonho e o início de uma nova fase em sua vida. "Eu fiquei cadeirante e não consegui correr a Maratona do Rio com minhas próprias pernas. Mas meu namorado correu comigo na cadeira de rodas e, além de colocar uma medalha no meu pescoço, colocou um anel no meu dedo. Eu tô noiva!", disse emocionada.

Superação e determinação

Natural de Santa Fé de Goiás, Roberta revelou que precisou interromper seus estudos e projetos várias vezes devido à doença, mas sempre conseguiu retomar sua rotina. Atualmente, ela se submete a um tratamento contínuo com um medicamento imunomodulador, que é aplicado a cada seis meses para controlar os ataques do sistema imunológico.

A importância do apoio

Após a maratona, Roberta enfatizou a relevância daquele dia em sua vida. "Realizei o sonho de correr a Maratona do Rio. Fiquei tetraplégica, cadeirante e pensei que isso nunca mais seria possível", afirmou. Ela também destacou o apoio incondicional de Nicael, que se tornou um verdadeiro suporte em sua jornada. "Deus me fez conhecer um homem que, além de namorado, se tornou ‘minhas pernas’ e me trouxe para viver esse sonho", escreveu.

Trajetória profissional

A fisioterapeuta, formada pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), construiu uma carreira marcada pela resiliência. Roberta atuou na linha de frente durante a pandemia de Covid-19 e é uma defensora da humanização no atendimento de saúde. "Ou eu estava doente ou estava correndo atrás do meu futuro de forma muito acelerada. Porque o tempo me foi tomado", relatou.

História de luta e esperança

A primeira crise de Roberta ocorreu em 2008, após a vacina contra a febre amarela, quando começou a perder os movimentos. O diagnóstico inicial foi de Síndrome de Guillain-Barré, que ao longo dos anos evoluiu para Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP). Apesar das dificuldades, Roberta acredita que seu preparo físico e conhecimento como fisioterapeuta foram essenciais para suas recuperações.

Hoje, ela continua em tratamento e valoriza cada pequena conquista. "Eu já estive pior. Cada movimento que volta é uma vitória", concluiu.