Na última sexta-feira (12/6), o Governo de Minas Gerais oficializou a assinatura do contrato de concessão do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE), localizado em Belo Horizonte. Este projeto representa um dos maiores investimentos na saúde pública do estado, com um valor total estimado de R$ 2,1 bilhões.

Parceria Público-Privada

A concessão foi firmada com o Consórcio Saúde HoPE, que inclui as empresas Integra Brasil, Oncomed e B2U Participações. Esta parceria permitirá a construção, operação e gestão dos serviços de saúde da unidade, que será totalmente dedicada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O governador Mateus Simões enfatizou a importância da iniciativa, que visa aumentar a capacidade de atendimento na rede pública de saúde de Belo Horizonte. Com a construção do HoPE, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) terá um aumento significativo em sua capacidade, passando de 417 leitos para 532, com possibilidade de ampliação para 650 leitos em situações de emergência, como pandemias.

Serviços oferecidos

O complexo hospitalar, que será erguido no bairro Gameleira, incluirá uma variedade de serviços, como oncologia, infectologia, pediatria, e saúde da mulher, além de um novo Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais (Lacen-MG). A expectativa é que o HoPE aumente em 45% as consultas especializadas, superando 200 mil atendimentos anuais.

Fortalecimento da saúde pública

A nova unidade também irá fortalecer a vigilância em saúde e a capacidade diagnóstica no estado. O Lacen-MG terá a capacidade de realizar até 1,5 milhão de exames laboratoriais e 375 mil análises sanitárias por ano, o que permitirá respostas mais ágeis a emergências de saúde pública.

Gestão da concessão

O projeto foi estruturado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde e outras instituições. A modelagem da concessão garante que os serviços assistenciais permaneçam sob gestão pública, enquanto o parceiro privado será responsável por serviços como manutenção e segurança, aumentando a eficiência operacional.

Recursos financeiros

O financiamento da iniciativa inclui recursos provenientes do Acordo de Reparação pelos danos causados pelo rompimento das barragens da Vale em Brumadinho, uma tragédia que vitimou 272 pessoas em 2019. Essa alocação de recursos ajuda a mitigar os danos sociais e econômicos resultantes do desastre, contribuindo para a melhoria da saúde pública em Minas Gerais.