O dólar se aproxima da Super Quarta em um momento crítico, apresentando uma desvalorização de 0,48%, sendo cotado a R$ 5,06 nesta quarta-feira, 17. O dólar futuro também mostra queda, refletindo uma desvalorização de mais de 10% até o momento. As atenções estão voltadas para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom), que podem afetar o cenário econômico nos próximos meses.
Acordo EUA-Irã e impacto no petróleo
Além das decisões dos bancos centrais, os investidores observam de perto os desdobramentos do acordo entre Estados Unidos e Irã, que visa encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. A assinatura oficial do acordo está prevista para o dia 19 de junho, na Suíça, e a normalização no fornecimento de petróleo pode reduzir a pressão inflacionária global, o que impacta diretamente o mercado cambial.
Movimento do dólar e análise técnica
Do ponto de vista técnico, o dólar futuro encontra-se próximo de uma região de suporte importante. Apesar de ter rompido uma linha de tendência de baixa recentemente, a força compradora perdeu intensidade. Para que a recuperação se mantenha, é essencial que o dólar futuro supere a resistência em 5.124 pontos, onde novos obstáculos podem aparecer.
Expectativas para o médio prazo
No gráfico semanal, a tendência para o dólar futuro continua negativa. Mesmo com a tentativa de recuperação, a falta de um fluxo comprador consistente impede avanços significativos. O contrato de futuro deve superar resistências em 5.232,5 e 5.315 pontos para manter uma trajetória de alta.
Fluxo de capitais e cenário interno
A dinâmica do câmbio também é influenciada pelo fluxo de capitais estrangeiros. Após um início de ano promissor, com a entrada de R$ 54 bilhões na B3, o mercado apresentou uma reversão, aumentando a demanda por proteção cambial entre investidores. Pesquisas eleitorais e incertezas sobre a condução fiscal em 2026 aumentam essa pressão.
Super Quarta e seus desdobramentos
A Super Quarta não apenas poderá influenciar o comportamento do dólar no curto prazo, mas também determinar se a taxa de câmbio encontrará espaço para uma recuperação consistente ou se a tendência de queda se manterá. A combinação dos fatores mencionados será crucial para os próximos passos do câmbio brasileiro.
