O dólar iniciou o dia em alta nesta sexta-feira (29/5), refletindo a repercussão dos dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e a recente decisão dos Estados Unidos em classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Às 9h19, a moeda norte-americana registrava um aumento de 0,26%, sendo negociada a R$ 5,045.
Desempenho do Dólar e Ibovespa
No fechamento da sessão anterior, o dólar havia terminado em queda de 0,57%, cotado a R$ 5,031. Com isso, a moeda acumulou uma valorização de 1,61% em maio, enquanto apresenta uma desvalorização de 8,33% em relação ao real em 2026. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil, encerrou o dia anterior em baixa de 0,39%, marcando 175 mil pontos, e acumula um recuo de 6,53% no mês, mas uma valorização de 8,66% no ano.
Crescimento do PIB no Brasil
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao quarto trimestre de 2025. O crescimento foi impulsionado pela agropecuária, que avançou 2%, além de aumentos na indústria (1%) e serviços (0,5%). Comparado ao primeiro trimestre de 2025, o PIB teve um crescimento de 1,8%.
Classificação do PCC e CV como terroristas
No contexto internacional, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que incluirá o PCC e o CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho. Essa medida é parte da estratégia do governo americano para intensificar o combate ao crime organizado global e aumentar as sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.
Impactos no Brasil
Especialistas alertam que essa classificação pode pressionar o Brasil e potencialmente levar à imposição de sanções, além de afetar a segurança pública. A designação é baseada em diretrizes legais que permitem ao governo dos EUA agir contra indivíduos e entidades associadas a essas organizações. Essa situação gera apreensão no Itamaraty e no Palácio do Planalto, com possíveis repercussões nas relações bilaterais.
Tensão no Oriente Médio
Por fim, a guerra entre EUA e Irã continua a ser uma preocupação no mercado. O governo iraniano negou que um acordo para prorrogar o cessar-fogo de 60 dias já tenha sido finalizado, contradizendo a posição dos EUA. A situação no Oriente Médio é tensa, com recentes trocas de ataques, e um possível acordo pode envolver discussões sobre o enriquecimento de urânio pelo Irã, que é alvo de acusações de desenvolvimento de armas nucleares.
