A dívida pública bruta do Brasil, representando uma fração do Produto Interno Bruto (PIB), alcançou 80,4% em abril de 2026, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central nesta sexta-feira, dia 29.
Esse número representa um aumento em relação a março, quando a dívida estava em 80%. A variação indica uma leve deterioração na relação entre a dívida e a produção econômica do país.
Superávit primário
No mesmo mês, o setor público consolidado alcançou um superávit primário de R$ 24,62 bilhões. Esse resultado ficou acima da previsão feita por economistas, que esperavam um saldo positivo de R$ 22 bilhões, conforme pesquisa realizada pela Reuters.
Esse desempenho financeiro é um reflexo de um controle mais rigoroso das contas públicas e da recuperação gradual da economia brasileira. O superávit primário indica que o governo conseguiu arrecadar mais do que gastou, antes do pagamento de juros da dívida.
Expectativas futuras
A alta na dívida pública bruta, combinada com o superávit, levanta questionamentos sobre a sustentabilidade fiscal do Brasil a longo prazo. Economistas alertam que é essencial manter um equilíbrio nas contas para evitar futuras crises.
O Banco Central ressaltou que a continuidade das reformas fiscais e o controle da inflação são fundamentais para estabilizar a economia e, consequentemente, a relação entre a dívida e o PIB.
