No mês de abril, as contas públicas do Brasil encerraram com um superávit primário de R$ 24,6 bilhões, impulsionado por uma arrecadação recorde. Este resultado positivo abrange o setor público consolidado, que inclui a União, estados, municípios e empresas estatais.

Comparativo Anual

Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, abril de 2025, houve um aumento significativo, pois naquele período o saldo das contas públicas foi de R$ 14,2 bilhões. A divulgação das estatísticas fiscais foi feita pelo Banco Central (BC) na última sexta-feira, revelando que o superávit primário é a diferença entre receitas e despesas, excluindo o pagamento de juros da dívida pública.

Déficit Acumulado

Apesar do resultado positivo em abril, o setor público consolidado apresentou um déficit acumulado de R$ 126,6 bilhões nos 12 meses encerrados em abril, o que representa 0,97% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Em 2025, as contas públicas terminaram o ano com um déficit primário de R$ 55 bilhões, ou 0,43% do PIB.

Resultados por Níveis de Governo

O Governo Central, com uma arrecadação excepcional em abril, registrou um superávit de R$ 26,1 bilhões, contrastando com o déficit de R$ 16,2 bilhões observado no mesmo mês do ano anterior. É importante notar que o resultado do superávit pode variar de acordo com a metodologia utilizada, como evidenciado pela diferença entre os dados do Banco Central e do Tesouro Nacional.

Desempenho das Empresas Estatais

Por outro lado, as empresas estatais, excluindo Petrobras e Eletrobras, contribuíram negativamente para o saldo, com um resultado de R$ 1,8 bilhão em déficit em abril. Em abril de 2025, o déficit nestas entidades foi de R$ 1,4 bilhão. Os gastos com juros em abril totalizaram R$ 84,8 bilhões, resultando em um déficit nominal de R$ 60,1 bilhões, superior ao déficit de R$ 55,5 bilhões do mesmo mês em 2025.

Dívida Pública em Números

A dívida líquida do setor público atingiu R$ 8,8 trilhões em abril, representando 67,4% do PIB, com um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. Esse aumento deve-se principalmente aos juros nominais e à valorização cambial de 4,4% no mês. A dívida bruta do governo geral, que inclui passivos de todos os níveis de governo, alcançou R$ 10,4 trilhões, ou 80,4% do PIB, refletindo um aumento de 0,4 ponto percentual.