Dilma Baptista dos Santos, de 65 anos, viveu por 12 anos com dores intensas causadas por uma escoliose severa, que chegou a atingir quase 80 graus de curvatura. A dor era tão intensa que exigia o uso de opioides, como a metadona, para controle.

Antes de optar pela cirurgia, Dilma tentou diversas alternativas, como fisioterapia e tratamentos analgésicos. Embora inicialmente tenha conseguido reduzir a dor de nível oito para três, a eficácia dos tratamentos diminuiu ao longo do tempo, aumentando a dosagem de metadona.

Complicações e reabilitação

Em 2016, a gravidade da condição levou os médicos a recomendarem cirurgia, já que a escoliose estava comprimindo a medula. Porém, a operação teve complicações, resultando na perda dos movimentos da cintura para baixo. A nova realidade levou Dilma a utilizar cadeira de rodas, sem certezas sobre a possibilidade de voltar a andar.

A reabilitação começou na AACD, onde permaneceu internada por três meses. Com o suporte de fisioterapeutas, Dilma conseguiu retomar a locomoção com o auxílio de uma bengala, levando cerca de seis anos para se sentir plenamente recuperada.

Entendendo a escoliose

A escoliose é uma deformidade que altera a curvatura da coluna vertebral. O ortopedista Alexander Rossato explica que os sintomas iniciais podem se manifestar como assimetrias no tronco. O diagnóstico precoce é crucial, pois possibilita intervenções antes que a condição se agrave.

Vida ativa e conquistas

Atualmente, Dilma possui duas hastes e 21 pinos na coluna e ainda enfrenta algumas limitações, como menor sensibilidade nos pés. No entanto, isso não a impediu de retomar sua rotina, participando de corridas de rua e intensificando sua prática de exercícios nos últimos três anos.

Com atividades que incluem musculação, pilates e até aulas de circo, Dilma se sente realizada. Recentemente, completou uma trilha de 15 km e celebra cada conquista em seu processo de reabilitação. Ela já tem um novo objetivo: correr.