O Distrito Federal se destaca por ter a menor porcentagem de trabalhadores em regime de escala 6 x 1 no Brasil, com apenas 23,2% de seus funcionários atuando dessa forma. Os dados foram obtidos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e levantados a pedido do portal Metrópoles.

Aprovação da PEC

A recente aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6 x 1 e reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas traz boas notícias para os trabalhadores. A PEC recebeu aprovação na Comissão Especial da Câmara Federal e, posteriormente, no Plenário, garantindo um dia a mais de descanso para muitos.

No cenário nacional, o percentual de trabalhadores em escala 6 x 1 é significativamente maior em outras capitais. Por exemplo, São Paulo apresenta 34%, enquanto no Rio de Janeiro e em Minas Gerais essa porcentagem é de 33% e 34%, respectivamente. A comparação evidencia a singularidade do DF em relação a essa questão trabalhista.

Outras regiões

Além do Distrito Federal, o Espírito Santo e o Amazonas também têm porcentagens baixas de trabalhadores nessa jornada, com 27% e 28%, respectivamente. Por outro lado, Goiás, que circunda a capital federal, apresenta um alarmante 43% de trabalhadores em escala 6 x 1.

Embora a porcentagem de trabalhadores nessa jornada seja baixa no DF, aproximadamente 192.078 pessoas ganharão um dia extra de descanso. O MTE estima que, no total, 651.374 habitantes da região serão beneficiados pela nova legislação, abrangendo diversos setores econômicos, como logística, comércio e serviços.

Discussões e posicionamentos

A aprovação da PEC gerou intensos debates nos últimos meses. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfatizou a necessidade de modernizar as condições de trabalho, afirmando que não faz sentido que milhões de brasileiros ainda trabalhem seis dias por semana. Ele destacou que essa situação é ainda mais desafiadora para as mulheres, que muitas vezes acumulam responsabilidades profissionais e domésticas.

O próximo passo para a PEC é a apreciação no Senado Federal, onde já obteve apoio expressivo na Câmara, com 472 votos a favor no primeiro turno e 461 no segundo, mostrando um forte consenso sobre a necessidade de mudanças nas relações de trabalho no Brasil.