O desmatamento em Itabirito, conhecido por ser o município com maior média de degradação na Área de Proteção Ambiental Sul (APA Sul) Metropolitana, preocupa especialistas. Segundo dados da ONG Global Forest Watch, entre 2024 e 2025, a cobertura vegetal da região perdeu 22 hectares, o que evidencia uma tendência alarmante.
Impacto da Degradação
Nos últimos anos, a média de desmatamento em Itabirito alcançou 353,98 hectares por ano, uma área equivalente a uma vez e meia o Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte. Esse índice é 46,6% maior em comparação à década anterior, quando a média era de 241,50 hectares.
A degradação se concentra principalmente em áreas de mata primária, representando 81,28% do total derrubado. A propriedade onde as imagens de satélite detectaram o desmatamento está na área de drenagem do Córrego do Retiro, que deságua no Rio das Velhas, a 30 quilômetros da estação de tratamento da Copasa em Nova Lima.
Qualidade da Água Comprometida
Três nascentes dentro da propriedade desmatada alimentam o córrego, que está situado em áreas de preservação permanente. A estação de medição do Índice de Qualidade das Águas (IQA) do Rio das Velhas, próxima à foz do Córrego do Retiro, apresenta um conceito médio de pureza, preocupando as autoridades acerca da qualidade da água que abastece milhões de pessoas na região.
Ação e Reação
O proprietário da área desmatada alegou que realizou apenas uma “limpeza de pasto”. No entanto, a região abriga espécies ameaçadas, como a arnica-da-serra, cuja sobrevivência está ameaçada pela perda de habitat. A presença dessa espécie exige estudos rigorosos para qualquer atividade de supressão vegetal.
Outros Municípios em Degradação
Além de Itabirito, outras cidades, como Nova Lima e Rio Acima, também enfrentam aumento no desmatamento. Nova Lima registrou a maior média histórica de desmatamento, enquanto Rio Acima, que antes controlava a degradação, atingiu 77,12 hectares por ano, a maioria de mata primária.
Esperança em Exemplos Positivos
Contrapondo essa situação, Caeté e Ibirité têm mostrado avanços na redução do desmatamento. Caeté, que já liderou os índices de desmatamento, alcançou a menor média histórica recentemente. Essa divisão de dados por décadas ajuda a entender as variáveis que influenciam a degradação e a recuperação das áreas verdes.
