A Datamint, uma startup do Rio de Janeiro focada no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial (IA) para a gestão de ativos em operações industriais, conseguiu captar US$ 5 milhões, o que equivale a cerca de R$ 25 milhões, em uma rodada seed liderada pela Headline. O investimento também contou com a participação da Opus Investimentos, Valutia e Kittyhawk.

Sobre a Datamint

Fundada em 2021, a Datamint atua em áreas como óleo e gás, energia, saneamento e na indústria de base. Suas tecnologias visam apoiar operadores na antecipação de falhas e na priorização de manutenções, além de facilitar a tomada de decisões em ambientes onde interrupções podem gerar grandes impactos financeiros e riscos à segurança.

Modelo de Negócio

A startup se destaca por um modelo que utiliza a IA como um suporte à decisão em contextos industriais complexos, buscando aumentar a precisão e a previsibilidade dos processos, sem substituir os profissionais. A plataforma da Datamint integra dados de sistemas industriais, ERPs, sensores e históricos operacionais, convertendo grandes volumes de informações em recomendações operacionais auditáveis em tempo real.

Objetivos da Captação

Os recursos obtidos na rodada serão utilizados para expandir a plataforma da empresa, reforçar a equipe de engenharia e acelerar a estratégia comercial tanto no Brasil quanto no exterior. A Datamint planeja aumentar sua atuação em setores como farmacêutico, siderurgia e cimento, além de explorar novos mercados com operações complexas e demandas regulatórias.

Desafios da Indústria

De acordo com a Datamint, os modelos generativos de IA, por si só, ainda não atendem completamente às necessidades das indústrias, onde rastreabilidade e aderência a normas são fundamentais. Por isso, a empresa combina técnicas de IA com sistemas determinísticos e otimização matemática, criando um suporte à decisão que melhora a transparência e a auditoria das operações.

Visão do Investidor

Romero Rodrigues, sócio da Headline, observa que a Datamint se posiciona em uma área promissora da IA corporativa. Para ele, há uma demanda significativa por plataformas que unam automação, confiabilidade e auditoria em ambientes industriais. Ele acredita que a próxima fase da adoção de IA nas empresas deve focar mais em aplicações voltadas para infraestrutura e operações que requerem altos níveis de segurança e rastreabilidade.