As condições relacionadas à saúde mental e distúrbios cerebrais já representam um custo de aproximadamente US$ 5 trilhões anualmente para a economia mundial. Sem ações efetivas, esse valor pode triplicar, alcançando mais de US$ 16 trilhões até 2030, segundo um estudo elaborado pela Sodexo em parceria com a Social Impact Partners e a Global Brain Health Initiative.
Impactos da Saúde Mental no Trabalho
De acordo com a pesquisa, problemas como depressão e ansiedade causam uma perda de produtividade que totaliza cerca de US$ 1 trilhão por ano e resultam em 12 bilhões de dias de trabalho perdidos. Além disso, funcionários desengajados podem gerar prejuízos estimados em US$ 8,8 trilhões, o que equivale a 9% do PIB global.
Os especialistas enfatizam a importância do ambiente de trabalho na mitigação desses problemas. Considerando que os trabalhadores passam em média 90 mil horas de suas vidas em suas ocupações, é vital que esses locais promovam o cuidado com a saúde mental.
A vice-presidente de pessoas, comunicação e ESG da Sodexo Brasil, Ana Menegotto, destaca que a organização do trabalho e as relações interpessoais influenciam diretamente na saúde mental. Segundo ela, o cuidado deve ser parte integrante da rotina laboral.
Integração de Fatores para Saúde Mental
O estudo defende uma abordagem integrada para a saúde mental, abordando aspectos como alimentação, sono, atividade física, ambiente físico, conexões sociais e gestão do estresse. A pesquisa apresenta evidências que mostram como esses fatores impactam a saúde cognitiva e a produtividade.
Um dos pontos abordados no relatório é que ambientes de trabalho com iluminação natural, boa qualidade do ar e espaços de convivência adequados podem melhorar o desempenho cognitivo e reduzir o estresse dos funcionários.
Relações Sociais e Retorno Financeiro
A pesquisa também destaca a importância das conexões sociais no ambiente corporativo, revelando que a solidão eleva em 31% o risco de demência e está ligada a altos índices de ansiedade e depressão. Além do aspecto humano, o investimento em saúde mental tende a trazer retorno financeiro significativo.
Os autores do estudo afirmam que iniciativas voltadas para a saúde mental podem acrescentar US$ 6,2 trilhões ao PIB global até 2050, por meio da diminuição de afastamentos e do aumento do engajamento dos trabalhadores. As empresas devem, portanto, tratar a saúde mental como parte fundamental de sua estratégia de negócios.
A Nova Perspectiva das Empresas
Com o aumento dos transtornos mentais, as organizações precisam repensar sua abordagem sobre o tema, que não deve ser visto apenas como um benefício, mas como uma condição essencial para a sustentabilidade e proteção dentro do ambiente de trabalho, transformando-o em um agente de proteção à saúde mental.
