O comprometimento de renda das famílias brasileiras tem gerado impacto significativo nos gastos relacionados à Copa do Mundo de 2026. No primeiro trimestre deste ano, o índice atingiu 86,1%, um aumento de 5 pontos percentuais em comparação ao mesmo período de 2025, que registrou 81,1%. Esses dados são parte de uma pesquisa realizada pela Equifax BoaVista, em colaboração com a Acordo Certo.

Interesse por tecnologia

O estudo também revela que o público da Copa demonstra maior interesse por tecnologia, finanças e automóveis. Enquanto 38% dos adultos no geral se mostram interessados em tecnologia, esse número salta para 58% entre os fãs do torneio, evidenciando uma relação mais próxima com inovações e produtos eletrônicos.

Gastos controlados

Dentro desse cenário, a maioria dos consumidores manifestou a intenção de controlar seus gastos durante o evento esportivo. A pesquisa indica que 62,3% dos entrevistados não planejam adquirir novos equipamentos eletrônicos para assistir aos jogos, reforçando um comportamento de cautela e priorização do equilíbrio financeiro.

Assistindo aos jogos

O estudo também aponta que 91,6% dos brasileiros devem acompanhar as partidas de casa. Apenas uma pequena parcela, de 5,3%, planeja assistir aos jogos em bares, enquanto 3,1% pretende participar de eventos específicos, como as fan fests.

Despesas e contas

Entre os consumidores que já fizeram compras relacionadas à Copa, 61,1% afirmaram que não enfrentaram problemas financeiros após esses gastos. Contudo, 30,8% relataram ter acumulado contas e 7,6% preveem dificuldades para manter suas finanças em dia após as despesas com o torneio.

Apostas e endividamento

A pesquisa ainda mostra uma postura cautelosa em relação às apostas. Apenas 11,1% dos entrevistados demonstraram interesse em participar de apostas durante a Copa do Mundo de 2026. O levantamento também revela que o endividamento das famílias totalizou 37,6% no primeiro trimestre de 2026, uma leve queda de 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, cerca de um terço dos brasileiros com CPF apto a receber crédito está negativado, com 60,8 milhões de pessoas nesta situação, refletindo um aumento de 6,9% em comparação ao ano passado.