A Colômbia está implementando mudanças significativas em sua legislação trabalhista, que incluem a redução da jornada de trabalho e o aumento do salário mínimo. Empresas, como supermercados, estão ajustando seus horários de funcionamento, fechando mais cedo para se adaptar a essa nova realidade.

Mudanças na legislação trabalhista

Diferentemente do Brasil, que discute a redução da jornada de 44 para 40 horas, a Colômbia já aprovou a diminuição de 48 para 42 horas na administração do ex-presidente Iván Duque, e uma reforma adicional sob Gustavo Petro elevou o salário mínimo em 23,7%. Essa nova legislação também ampliou o período considerado para o pagamento de adicional noturno, beneficiando os trabalhadores.

Impactos no mercado de trabalho

Apesar das dificuldades relatadas por empresários, como a necessidade de fechamento mais cedo de lojas e aumento da automação, o economista Stefano Farné, da Universidade Externado, aponta que o mercado de trabalho colombiano tem se mostrado resiliente, com uma taxa de desemprego em nível histórico baixo.

Análise sobre contratações

Uma análise da Corficolombiana revelou que a redução da jornada gerou a contratação de aproximadamente 787 mil novos trabalhadores entre 2022 e 2025, embora a produtividade tenha caído, já que o mesmo volume de trabalho agora é dividido entre mais pessoas.

Desafios para empresários

A Fenalco, federação que representa empresários, constatou que 51% das empresas estão fechando mais cedo e 25% aceleraram a automação. Além disso, 64% dos empresários reduziram o número de empregados, e 80% mudaram seus planos de contratação devido ao aumento dos custos operacionais.

Comparações com o Brasil

Embora as mudanças na Colômbia sejam diferentes das propostas brasileiras, o professor Farné enfatiza a importância da gradualidade nas reformas. No Brasil, a proposta de redução da jornada prevê uma transição em duas etapas, o que muitos especialistas consideram curto para adaptações das empresas.