A montadora BYD, que recentemente se destacou como líder nas vendas de automóveis elétricos e híbridos no Brasil, enfrenta um novo desafio: o retorno do imposto de importação de 35% sobre kits CKD (completamente desmontados) e SKD (parcialmente montados). Essa medida, que pode encarecer modelos não produzidos localmente, foi antecipada para janeiro de 2027, contrariando as expectativas iniciais de 2028.
Impacto nos Preços
Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD no Brasil, a volta do imposto pode afetar diretamente o preço de alguns veículos, como o Sealion 7, um SUV recém-lançado. Baldy observou que a empresa já fabrica 800 veículos por dia em sua fábrica de Camaçari, na Bahia, mas alguns modelos não estão sendo montados no país, o que pode resultar em aumentos de preços para esses produtos.
Estratégias de Fabricação
Atualmente, a BYD já produz os modelos Dolphin Mini, King e Song Pro no Brasil, com planos de iniciar a fabricação do Song Plus ainda este ano. Baldy ressaltou que a produção futura dependerá da demanda do consumidor brasileiro. A montadora também está buscando homologar fornecedores brasileiros para reduzir a dependência de importações.
Investimentos e Crescimento
Com um investimento de R$ 5,5 bilhões no Brasil, a BYD visa criar 10 mil empregos diretos até o final do ano, aumentando sua força de trabalho atual de 4.900 funcionários. A unidade de Camaçari tem capacidade para produzir até 18 mil veículos por mês e planeja implementar um terceiro turno de produção em breve.
Desafios no Mercado
A empresa já alcançou 15,3% do mercado de vendas de automóveis em maio, mas ainda enfrenta dificuldades em se consolidar no mercado geral, ocupando a quinta posição em emplacamentos. Para melhorar sua presença, a BYD firmou um acordo com a Localiza para fornecer 10 mil carros elétricos e híbridos.
Inovação em Carregadores
A BYD também está introduzindo sua linha de carregadores ultrarrápidos, o Flash Charging, com o objetivo de facilitar a experiência dos consumidores de veículos elétricos. A meta é expandir a rede de concessionárias para 300 até 2026, o que ajudará a aliviar a preocupação com a autonomia dos carros elétricos durante viagens longas.
