O Brasil mantém vigilância sobre o avanço de sistemas de inteligência artificial que podem identificar vulnerabilidades em redes e softwares. A diretora de segurança da informação do GSI, Danielle Ayres, afirma que o país não se considera em posição de fragilidade diante dessas ameaças.
Desafios e Vigilância Tecnológica
Ayres explica que o principal desafio é acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas, que exigem atualização constante dos mecanismos de defesa. "Temos que estar atentos", disse ela em entrevista.
Recentemente, a startup Anthropic gerou preocupações globais ao anunciar um modelo chamado Claude Mythos, que pode explorar falhas de segurança rapidamente. A situação levou o governo dos EUA a discutir a limitação do modelo, resultando em sua retirada temporária.
Desconhecimento e Preparação
A diretora menciona a dificuldade do Brasil em se defender de tecnologias desconhecidas. "Não temos conhecimento aprofundado do que contém esse modelo, e não podemos nos defender de algo que não sabemos o que é", afirmou Ayres.
Ela também expressou que, embora a confiança nas afirmações da Anthropic não seja plena, é essencial que ferramentas como o Mythos sejam compartilhadas para discutir suas vulnerabilidades.
Fortalecendo a Segurança da Informação
Ayres, que participa da 23ª Conferência de Segurança Internacional no Rio de Janeiro, acredita que a posição do Brasil em segurança da informação é sólida. "O Estado brasileiro não é um Estado frágil. Estamos constantemente nos aprimorando", ressaltou.
Ela anunciou que o GSI planeja criar uma linha de crédito no BNDES para que pequenas e médias empresas possam investir em cibersegurança, reforçando a segurança na cadeia produtiva.
Serviços Governamentais e Inovação
A diretora também está comprometida em fortalecer a segurança de serviços governamentais, como o portal Gov.br, e reconheceu a necessidade de desenvolver alternativas nacionais em inteligência artificial que considerem a cultura brasileira.
"A prioridade é oferecer ferramentas adaptadas à nossa realidade e demandas, promovendo a segurança e a inovação no setor", finalizou Ayres.
