O Brasil atingiu um marco significativo em 2024, ao alcançar um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805, o que o coloca pela primeira vez no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano. Essa evolução é uma mudança importante, considerando que o índice era de 0,744 em 2012.

Dados do PNUD

Os dados foram divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), uma agência da ONU que se dedica à erradicação da pobreza e à promoção do desenvolvimento humano sustentável. O IDHM é composto por três dimensões: longevidade, educação e renda, variando de 0 a 1, onde valores mais altos indicam maior desenvolvimento.

Desigualdades Persistentes

Apesar do progresso geral, as desigualdades continuam marcantes. Entre a população branca, o IDHM é de 0,851, enquanto a população negra atinge 0,774. O relatório destaca que essa disparidade racial é uma questão crítica no Brasil, com a população negra frequentemente em níveis de desenvolvimento humano inferiores.

Diferenças de Gênero

As disparidades também se refletem entre homens e mulheres. Os homens apresentam um IDHM de 0,802, enquanto as mulheres estão com 0,798. Essa diferença é ainda mais acentuada quando se considera o IDHM ajustado pela renda do trabalho.

Recorte Territorial

O relatório indica que todos os 27 estados do Brasil não só se recuperaram, mas também avançaram em relação aos níveis anteriores à pandemia. O PNUD ressalta que essa conquista é resultado de décadas de políticas públicas eficazes nas áreas de educação, saúde e geração de renda.

Resultados por Estado

Entre os estados, o Distrito Federal se destacou, alcançando a melhor pontuação com um IDHM de 0,866. São Paulo e Santa Catarina também apresentaram bons resultados, com índices de 0,838 e 0,833, respectivamente. Por outro lado, o Maranhão é um dos estados com menor IDHM, registrando 0,745, seguido de Alagoas e Acre.

As diferenças nas dimensões do IDHM são notáveis, como na expectativa de vida ao nascer, que varia de 74,32 anos no Amapá a 79,75 anos no Distrito Federal. A taxa de conclusão do ensino fundamental também apresenta discrepâncias, com apenas 59,14% na Paraíba e 83,38% no Distrito Federal, assim como a renda domiciliar per capita, que é de R$ 482,46 no Maranhão e R$ 1.465,10 no Distrito Federal.