O Brasil comemorou em 2025 a menor taxa de analfabetismo em dez anos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Educação, divulgada pelo IBGE. O país contabilizou 8,4 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais, resultando em uma taxa nacional de 4,9%.

Dados e Comparações

A taxa de analfabetismo caiu de 6,7% em 2016 para 5,3% em 2023 e, finalmente, para 4,9% em 2025. Este valor representa a menor taxa desde o início da série histórica em 2016. Além disso, 42,6% das pessoas com 25 anos ou mais completaram a educação básica obrigatória, o que é um aumento significativo.

Média de Anos de Estudo

A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais alcançou 10,2 anos em 2025, sendo a mais alta já registrada. Em comparação, a média era de 10,1 anos em 2023 e 9,1 anos em 2016. A diferença de escolaridade entre gêneros também é notável, com mulheres atingindo uma média de 10,4 anos, enquanto homens ficaram com 10,0 anos.

Analfabetismo por Idade

Os dados revelam que 58% dos analfabetos no Brasil têm 60 anos ou mais, totalizando 4,8 milhões de pessoas. A taxa de analfabetismo entre a população idosa caiu de 20,5% para 13,8% no período. Entre os mais jovens, a taxa é significativamente menor, com apenas 2,6% de analfabetos na faixa etária de 15 a 59 anos.

Diferenciação por Gênero

No recorte por gênero, a taxa de analfabetismo foi de 4,6% para mulheres e 5,2% para homens, ambos apresentando melhora em relação a 2024. Curiosamente, na população idosa, a taxa de analfabetismo feminina (13,7%) agora é inferior à masculina (14,1%), refletindo avanços na educação feminina.

Desigualdade Regional

As regiões Nordeste e Norte ainda apresentam os maiores índices de analfabetismo, com 10,6% e 5,7%, respectivamente. Em contrapartida, Sudeste e Sul têm as menores taxas, de 2,3% e 2,4%. A desigualdade regional se intensifica entre os idosos, onde 29,7% no Nordeste são analfabetos, comparados a 6,8% no Sudeste.