Após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26), os bancos estão cada vez mais confiantes nas construtoras de baixa renda. Essas empresas têm se mostrado as principais beneficiárias do atual ciclo econômico, impulsionadas por programas como o Minha Casa Minha Vida (MCMV) e uma operação mais resiliente.
Ajustes nas Projeções do Goldman Sachs
O Goldman Sachs fez alterações significativas nas suas previsões para várias construtoras. Para a Cyrela (CYRE3), a estimativa de lucro líquido foi reduzida em 9%, com um novo preço-alvo de R$ 31 por ação. Por outro lado, a Tenda (TEND3) viu suas projeções de lucro aumentadas em 15%, resultando em um preço-alvo de R$ 37 por ação.
Ainda assim, o Goldman mantém uma recomendação de compra para a Cyrela, prevendo um retorno sobre patrimônio (ROE) de cerca de 20% até 2027. O banco também tem uma visão otimista para outras construtoras de baixa renda, como Direcional e Cury, destacando o poder de precificação e a capacidade de repassar custos inflacionários.
Projeções do Itaú BBA e Bradesco BBI
O Itaú BBA também reforçou sua recomendação de compra para a Cyrela, considerando-a “barata demais para ignorar”. O preço-alvo foi ajustado de R$ 37 para R$ 33, com uma expectativa de valorização de 45%. O banco acredita que a empresa verá uma melhora em seus resultados a partir do segundo trimestre de 2026.
Por outro lado, o Bradesco BBI acredita que a Cyrela pode se beneficiar de uma recuperação econômica, embora enfrente desafios no curto prazo. A instituição reduziu sua projeção de lucro líquido para 2026 para R$ 1,8 bilhão, com um preço-alvo ajustado de R$ 41 para R$ 36 por ação.
Análise das Outras Construtoras
O Goldman Sachs também fez ajustes nas previsões para a Direcional (DIRR3), reduzindo levemente as expectativas de receita, mas aumentando as projeções de lucro devido a resultados financeiros melhores do que o esperado. Para a MRV (MRVE3), as projeções de lucro líquido foram cortadas drasticamente de R$ 535 milhões para R$ 307 milhões.
Expectativas para EZTEC e Cury
As estimativas para a EZTEC (EZTC3) permaneceram praticamente inalteradas, mas com a expectativa de receitas reduzidas devido a um desempenho abaixo do esperado no 1T26. O Goldman manteve sua recomendação de venda com um preço-alvo de R$ 13 por ação.
Quanto à Cury (CURY3), os números ficaram estáveis após resultados satisfatórios no 1T26. O Goldman ajustou levemente as projeções de lucro líquido para os próximos anos, mantendo uma recomendação de compra com um preço-alvo de R$ 43 por ação.
Perspectivas para Tenda
A Tenda (TEND3) viu suas projeções de lucro líquido aumentadas em 15% para 2026, com um novo preço-alvo de R$ 37 por ação. O Goldman destaca a melhora nas margens, embora permaneça cauteloso quanto a possíveis pressões inflacionárias e concorrência no setor.
