Minas Gerais está se destacando na produção de terras raras, com o início de projetos ambiciosos por multinacionais. Recentemente, a Viridis inaugurou um Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) em uma cidade do Sul de Minas, como parte do Projeto Colossus, que já recebeu investimentos de R$ 200 milhões.
Laboratório de Extração da Meteoric
No final do ano passado, a Meteoric abriu o primeiro laboratório de extração de terras raras em Poços de Caldas. Essa planta piloto do Projeto Caldeira já conseguiu produzir o primeiro lote nacional de carbonato de terras raras, com um investimento total previsto de US$ 1,5 bilhão, e uma expectativa de produção anual de 500 quilos de carbonato misto.
Investimentos Futuramente Previsto
A Viridis planeja aumentar seus investimentos no estado, que podem ultrapassar US$ 350 milhões para a operação industrial. O CPTR é uma das maiores plantas semi-industriais fora da China, dedicada ao processamento contínuo de argilas iônicas para a produção de carbonato misto de terras raras.
Terra Brasil Minerals
A Terra Brasil Minerals também está se preparando para entrar no mercado, com reservas localizadas em Patos de Minas e Presidente Olegário, no Alto Paranaíba. A empresa está em vias de assinar um contrato com um país interessado em seus projetos, prevendo um investimento de R$ 2,5 bilhões.
Perspectivas para o Setor
Eduardo Duarte, CEO da Terra Brasil, ressaltou a importância do Brasil no cenário global de minerais críticos, destacando que o país pode assumir um papel estratégico, mas isso requer investimentos, cooperação internacional e desenvolvimento tecnológico. Essa visão foi compartilhada durante o Critical Minerals Dialogue em Brasília.
Impactos Econômicos
Esses avanços na produção de terras raras prometem não apenas fortalecer a economia local, mas também criar novas oportunidades de emprego e desenvolvimento tecnológico em Minas Gerais. A expectativa é que esses projetos contribuam significativamente para a sustentabilidade econômica da região.
