A Angatu, uma associação mineira sem fins lucrativos, foi fundada em 2023 com o intuito de ampliar o acesso à cannabis medicinal. A iniciativa surgiu a partir da experiência familiar de três irmãos, Mateus, Rafael e Lucas Candini, que enfrentaram o diagnóstico de Alzheimer em seus avós e buscaram alternativas além dos tratamentos tradicionais.

Origem da Associação

Desde 2018, a cannabis medicinal passou a fazer parte dos cuidados com os familiares dos irmãos, levando à criação da Angatu. O nome da associação é de origem tupi-guarani e significa bem-estar, felicidade e alma boa, refletindo o propósito de ajudar aqueles que necessitam de tratamento.

Público-alvo e Demanda

Embora a Angatu atenda um público diversificado, a maior parte de seus associados é composta por pessoas com mais de 50 anos. Isso demonstra a demanda crescente por terapias alternativas para doenças neurodegenerativas e condições crônicas que afetam a qualidade de vida dos idosos.

Benefícios da Cannabis Medicinal

De acordo com Lucas Candini, a associação trabalha para que mais pessoas tenham acesso à informação e acompanhamento adequado. Estudos indicam que o canabidiol pode aliviar sintomas relacionados à interrupção de antidepressivos, além de ajudar no manejo de sintomas como agitação, ansiedade e distúrbios do sono.

Números da Demência no Brasil

Segundo o Relatório Nacional sobre a Demência do Ministério da Saúde, cerca de 1,8 milhão de brasileiros convivem com demência, sendo que o Alzheimer representa entre 60% a 70% desses casos. A previsão é que esse número chegue a 5,7 milhões até 2050, o que torna a busca por alternativas terapêuticas ainda mais urgente.

Acesso Seguro e Acompanhamento

A Angatu atende diferentes perfis de pacientes, incluindo idosos com doenças neurodegenerativas e famílias em busca de apoio para condições raras. A associação também se empenha em oferecer orientação qualificada e respaldo jurídico, assegurando que os tratamentos sejam realizados dentro das normas vigentes.