A ASML, empresa holandesa responsável pela fabricação de máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV), se posicionou nesta sexta-feira, refutando alegações de que seus equipamentos tenham sido enviados para a China. A declaração surge em resposta a preocupações levantadas por autoridades dos Estados Unidos sobre possíveis violações nas restrições de exportação.
Resposta da ASML às alegações
A preocupação dos EUA foi destacada em uma reportagem que mencionou que o secretário de Comércio, Howard Lutnick, teria abordado executivos da ASML durante reuniões sobre o assunto. A empresa afirmou categoricamente em um comunicado à Reuters: “A ASML nunca enviou uma máquina EUV para a China, nem qualquer componente ou equipamento projetado especificamente para esse fim”.
Importância das máquinas EUV
As máquinas EUV são consideradas fundamentais na indústria de semicondutores, sendo essenciais para a fabricação de chips avançados. Essas máquinas, que se assemelham em tamanho a um ônibus escolar e pesam cerca de 180 toneladas, estão sujeitas a rígidos controles de exportação devido à sua complexidade e relevância tecnológica.
Controles de exportação em foco
O governo da Holanda reafirmou que a exportação de equipamentos para a produção de semicondutores é regulada por critérios rigorosos. O Ministério das Relações Exteriores holandês afirmou que todos os equipamentos que se enquadram nas regras de exportação exigem licenças específicas e que a aplicação dessas normas é feita de maneira rigorosa.
Esforços internacionais para controle
O debate sobre os controles de exportação se intensifica em meio aos esforços dos Estados Unidos para alinhar internacionalmente as regras do setor de semicondutores. Em abril, Washington apresentou uma proposta legislativa para que países aliados adotem normas semelhantes, visando limitar a capacidade da China de produzir semicondutores avançados.
Desenvolvimentos na China
Recentemente, a Reuters noticiou que cientistas chineses desenvolveram um protótipo de máquina EUV, criado por ex-engenheiros da ASML, em um projeto que tem sido comparado ao Projeto Manhattan. Essa questão permanece em destaque entre governos e empresas do setor, enquanto diferentes nações discutem as regras de exportação de tecnologias relacionadas à fabricação de chips avançados.
