A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão de diversos suplementos alimentares devido a sérias irregularidades encontradas em seus fabricantes. As medidas, publicadas na última quinta-feira (28/5), incluem a apreensão do suplemento líquido Rejuvita 30 ml e a proibição da fabricação, venda e propaganda de produtos da empresa Mayben Pharmaceutical Ltda.

Irregularidades encontradas

A decisão da Anvisa foi motivada por falhas significativas nas condições sanitárias das empresas envolvidas. As inspeções revelaram não apenas práticas de publicidade enganosa, mas também problemas graves nas instalações de fabricação.

Promessas não permitidas

No caso do Rejuvita 30 ml, fabricado pela Rejuvita Ltda., a Anvisa destacou que o produto era promovido com alegações como “anti-idade” e “renovação profunda da pele”, o que não é permitido para suplementos alimentares. Esse tipo de marketing pode levar o consumidor a enganos sobre as capacidades do produto.

Inspeções e consequências

Durante a fiscalização realizada em abril, os agentes da Anvisa encontraram diversas falhas nas instalações da Mayben Pharmaceutical Ltda., como falta de controle de temperatura e umidade, equipamentos danificados e uso de matérias-primas vencidas. Essas condições comprometem a segurança dos produtos oferecidos ao público.

Recolhimento de produtos

Com a identificação dessas irregularidades, a Anvisa determinou o recolhimento dos suplementos fabricados pela Mayben, que incluem os produtos Lactben, Lactulose Nativida, Calcioben D, Calcioben e Aqualev. A agência enfatizou a gravidade das falhas encontradas e a necessidade de garantir a saúde dos consumidores.

Transparência e segurança

Além das falhas mencionadas, a Anvisa também considerou enganosa a afirmação de que o Rejuvita 30 ml era “100% regularizado e aprovado pela Anvisa”. As ações da agência visam proteger os consumidores e assegurar que os produtos disponíveis no mercado atendam aos padrões de qualidade e segurança estabelecidos.