A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a autorização para a retomada das atividades na fábrica da Ypê localizada em Amparo, São Paulo. A decisão foi divulgada na última sexta-feira (29) e ocorre após a correção de falhas sanitárias identificadas em inspeções anteriores realizadas na unidade.
Retomada da Produção
A Química Amparo, responsável pela fabricação dos produtos Ypê, está autorizada a reiniciar sua produção imediatamente. Essa liberação é resultado de uma fiscalização minuciosa conduzida pela Anvisa, em parceria com outras autoridades de vigilância sanitária locais, que atestou a adequação da empresa às normas exigidas.
Exigências Sanitárias Cumpridas
Durante uma inspeção em abril deste ano, a Anvisa havia apontado 76 exigências que precisavam ser atendidas pela empresa. As melhorias implementadas incluem processos de fabricação mais rigorosos, aprimoramento no rastreamento dos produtos e um controle de qualidade que visa mitigar riscos sanitários. O presidente da Anvisa, Leandro Safatle, confirmou que a fábrica agora possui as condições necessárias para operar de maneira segura.
Produtos Liberados e Suspensos
Com a decisão, os produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026, como detergentes e lava-roupas líquidos, já podem ser comercializados. Porém, os produtos fabricados até março de 2026, que incluem detergentes e desinfetantes com lotes terminados em “1”, permanecem com a venda suspensa. Esses itens devem ser mantidos em segurança até que novos laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa sejam apresentados.
Histórico da Crise
A situação da Ypê se agravou em 7 de maio, quando a Anvisa suspendeu mais de 100 lotes de produtos devido a falhas graves nos processos de fabricação, incluindo a detecção de contaminação microbiológica. A empresa já havia enfrentado problemas anteriores relacionados à presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em sua linha de lava-roupas.
Monitoramento Contínuo
A Anvisa ressaltou que, mesmo após a liberação, o monitoramento da fábrica será contínuo para assegurar que todas as exigências permaneçam em conformidade. A agência também enfatizou que a reintrodução dos produtos ainda suspensos no mercado dependerá de novos testes laboratoriais que confirmem a segurança dos itens.
