No dia 29 de maio, o governo do Rio de Janeiro anunciou a cassação da inscrição estadual da Refit, dificultando suas operações comerciais. De acordo com a Secretaria Estadual de Fazenda, a suspensão impede a empresa de emitir notas fiscais e comprar produtos.
Consequências da cassação
A decisão se deu após a Receita Federal desativar o CNPJ da empresa, o que gerou automaticamente a revogação da inscrição. A Refit, que possui inscrição estadual desde 1977, agora aparece com situação cadastral como "impedida".
Crise financeira da Refit
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) já havia solicitado a falência da Refit, que é uma antiga refinaria de Manguinhos. De acordo com o MPRJ, a empresa é uma devedora contumaz, com dívidas que saltaram de R$ 2,5 bilhões em 2014 para R$ 13 bilhões em 2026.
Dívidas e investigações
Além das dívidas com o estado, a Refit acumula cerca de R$ 26 bilhões em débitos com o governo federal e outros estados, um aumento de 38 vezes. A situação se agrava com investigações que apontam indícios de irregularidades e operação como "refinaria fantasma".
Problemas ambientais e políticos
Desde 2023, a Refit tem sido alvo de reportagens que revelam seus problemas operacionais e políticos. Em uma investigação, foi mostrado que a licença ambiental da refinaria foi renovada, mesmo com indícios de contaminação do solo e riscos à saúde da população local.
Prisão do empresário
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a prisão do empresário Ricardo Magro, dono da Refit, que se encontra foragido. Essa decisão reflete a gravidade da situação enfrentada pela empresa e a necessidade de uma solução para suas pendências financeiras e legais.
