A Anatel, agência reguladora das telecomunicações no Brasil, concedeu a aprovação prévia para a aquisição da provedora regional Desktop pela Claro. O negócio, anunciado em março, envolve um pagamento de R$ 2,4 bilhões e a operadora adquirida conta com aproximadamente 1,2 milhão de clientes, sendo avaliada em R$ 4 bilhões.
Condições para a aquisição
A Anatel impôs uma condição técnica para a liberação da compra. A Claro deverá reorganizar suas redes de acesso, criando um único ponto de fixação nos postes. O prazo para a conclusão dessa reestruturação é de 24 meses, podendo ser prorrogado por igual período.
Plano de consolidação
Para atender a exigência, a Claro precisa apresentar um plano detalhado de consolidação estrutural. Esse documento deve incluir um cronograma completo, a área de cobertura e a quantidade de pontos de fixação que serão desmobilizados, algo inédito para a Anatel em transações desse tipo.
Preocupações com a concentração de mercado
A medida reflete a preocupação da Anatel com o reordenamento de fios e cabos no país. Durante a análise do negócio, a agência notou um aumento na concentração de mercado, embora não tenha identificado riscos imediatos para as demais operadoras do setor.
Monitoramento pós-aquisição
Apesar da aprovação, a Anatel continuará a monitorar a competitividade nas áreas impactadas pela compra. O foco será garantir que a entrada da Desktop na rede da Claro não comprometa a concorrência no mercado.
Crescimento da Claro
No início deste ano, um relatório da Anatel indicou que a Claro teve um crescimento significativo, conquistando o dobro de clientes em comparação com Vivo e TIM juntas em 2025. Essa aquisição pode potencializar ainda mais sua presença no mercado.
