Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Educação, divulgada pelo IBGE, o Brasil tem atualmente 8,4 milhões de analfabetos, o que representa uma taxa de 4,9%. Este índice é o mais baixo registrado na série histórica que começou em 2016.

Redução ao longo dos anos

A taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 6,7% em 2016 para 5,3% em 2023, e agora para 4,9% em 2025. Esse progresso é evidente na diminuição do número de analfabetos em cerca de 592 mil pessoas em comparação com 2024.

Educação básica e anos de estudo

Em 2025, 42,6% da população com 25 anos ou mais completou a educação básica obrigatória, um aumento significativo desde o início da série. A média de anos de estudo também subiu para 10,2 anos, comparado a 10,1 anos em 2023 e 9,1 anos em 2016.

Desigualdade por idade e gênero

Os dados mostram que 58% dos analfabetos têm 60 anos ou mais. A taxa de analfabetismo entre os jovens (15 a 59 anos) é de apenas 2,6%. Em termos de gênero, a taxa de analfabetismo é de 4,6% para mulheres e 5,2% para homens, ambos apresentando uma redução em relação a 2024.

Desigualdade regional

As regiões Nordeste e Norte ainda apresentam as maiores taxas de analfabetismo, com 10,6% e 5,7%, respectivamente. Em contraste, as menores taxas estão no Sudeste (2,3%) e Sul (2,4%). Na população idosa, a desigualdade é ainda mais acentuada, com 29,7% dos idosos no Nordeste sendo analfabetos.

Avanços na escolarização

Em 2025, 57,4% dos brasileiros com 25 anos ou mais completaram pelo menos o ensino médio, e a porcentagem de população com pós-graduação mais que dobrou, atingindo 6,2%. Esses dados indicam uma melhoria no nível de instrução no país, apesar das disparidades regionais que ainda persistem.