No último sábado (27), um adolescente de 14 anos, Riquelme Gabriel de Almeida Santos, faleceu em Sorocaba (SP) após passar por três unidades de saúde, aguardando transferência por 18 horas. O sepultamento ocorreu no dia seguinte, domingo (28). A família acredita que a morte esteja relacionada à dengue hemorrágica e critica a forma como a situação foi conduzida pelos profissionais de saúde.
Negligência Médica
O pai do jovem, Deyvisson Camini, expressou sua indignação nas redes sociais, relatando que Riquelme apresentava sangramentos pelo nariz e pela boca, mas foi tratado como se estivesse apenas com gripe. Ele afirmou que o filho ficou em cima de uma maca durante todo o tempo, morrendo em seus braços. "Negligenciaram totalmente a saúde do meu filho. Eles mataram meu filho!", desabafou Deyvisson.
Atendimentos nas Unidades de Saúde
Riquelme foi atendido inicialmente na UPH Laranjeiras, em seguida na UPH Oeste, e finalmente na UPA Éden, onde veio a falecer. O pai revelou que possui vídeos do garoto se contorcendo de dor e planeja divulgá-los como parte de sua busca por justiça.
Posicionamento da Secretaria de Saúde
A Secretaria de Saúde de Sorocaba (SES) informou que todas as medidas e protocolos foram seguidos durante o atendimento e que está investigando as condutas médicas em relação ao caso. No entanto, a secretaria ressalta que ainda não é possível confirmar se a morte está relacionada à dengue hemorrágica, aguardando a conclusão do Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
Boletim Epidemiológico
A Prefeitura de Sorocaba ainda acrescentou que, segundo o último Boletim Epidemiológico, não há investigações em curso sobre óbitos por dengue na cidade neste ano. A Santa Casa de Sorocaba, responsável pela administração da UPA e da UPH, também declarou que não tinha informações detalhadas sobre o ocorrido, mas que irá apurar a situação.
Conclusão
O caso levanta preocupações sobre a eficiência do atendimento nas unidades de saúde de Sorocaba e a necessidade de uma investigação minuciosa para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte do adolescente. A comunidade aguarda respostas e ações que possam evitar que situações similares ocorram no futuro.
