O homem acusado de arremessar um tijolo de concreto de um viaduto em Belo Horizonte, causando ferimentos a uma mulher, enfrentará um júri popular. A magistrada Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri Sumariante, tomou essa decisão, destacando a gravidade do ato.
Acusações e Contexto
Yuri Henrique de Oliveira Nunes foi formalmente acusado de quatro tentativas de homicídio qualificadas. A Justiça argumenta que ele assumiu o risco de matar todos os ocupantes de um veículo ao lançar um tijolo de cerca de oito quilos de uma altura considerável.
A juíza manteve a prisão preventiva de Yuri, rejeitando também o pedido da defesa para que fosse avaliada sua sanidade mental. O réu responderá por atos que envolvem motivos torpes e meios cruéis, além de colocar outras pessoas em risco, sendo que uma das vítimas é uma criança menor de 14 anos.
Detalhes do Incidente
O ataque ocorreu no dia 19 de outubro de 2025, no túnel Presidente Tancredo Neves, localizado no Complexo da Lagoinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Segundo informações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Yuri lançou o tijolo em direção a veículos que passavam, atingindo diretamente uma mulher de 39 anos.
A mulher estava no banco traseiro de um carro onde estavam também o motorista, uma criança de 2 anos e um sobrinho da família. O impacto foi tão grave que o condutor conseguiu levar todos ao Hospital São Camilo, onde a vítima recebeu os primeiros socorros e posteriormente foi transferida para o Hospital João XXIII para uma cirurgia de reconstrução facial.
Provas e Prisão
Câmeras de segurança capturaram Yuri se aproximando da parte superior do túnel momentos antes do crime. Ele foi detido no dia seguinte, em uma casa de repouso na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A denúncia contra ele foi aceita pela Justiça em novembro de 2025 e, desde então, ele está encarcerado no Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves.
A defesa tentou argumentar pela impronúncia do réu em relação às vítimas não atingidas diretamente, mas o pedido foi negado. A juíza enfatizou que existem evidências suficientes para que o caso seja levado ao Tribunal do Júri, onde o júri popular terá a tarefa de avaliar detalhadamente as provas e decidir sobre o futuro de Yuri.
