A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta essencial nos treinamentos corporativos, conforme revela o levantamento "Benchmarking do T&D no Brasil 2026", realizado pela plataforma Twygo. O estudo apontou que 60% das empresas brasileiras já empregam essa tecnologia em seus programas de Treinamento e Desenvolvimento (T&D), seja de forma pontual ou integrada.

Desafios na implementação

No entanto, o uso da IA enfrenta desafios significativos, sendo o baixo engajamento dos colaboradores o principal obstáculo, citado por 57% dos profissionais entrevistados. Outros desafios incluem a dificuldade de mensurar resultados (29%) e a falta de orçamento (26%). Além disso, 20% dos respondentes mencionaram a ausência de ferramentas adequadas para gestão dos treinamentos, enquanto 18% apontaram a falta de apoio da liderança.

A importância da personalização

Os dados sugerem que o verdadeiro desafio vai além da simples oferta de treinamentos; trata-se de garantir a adesão e o impacto no desenvolvimento dos colaboradores. Programas que não estão alinhados à rotina de trabalho ou que carecem de personalização tendem a ter uma participação reduzida.

O papel estratégico da IA

Segundo a Twygo, a inteligência artificial pode ser uma aliada para tornar o T&D mais estratégico. As principais aplicações desejadas incluem a criação de conteúdos de aprendizagem, diagnóstico de necessidades, personalização de jornadas e análise de indicadores de desempenho. Contudo, ainda existem barreiras, como a falta de conhecimento técnico, custos elevados e preocupações com a privacidade.

Cultura organizacional e liderança

O estudo também destaca que as áreas de T&D estão ampliando seu papel estratégico dentro das empresas. O fortalecimento da cultura organizacional e o desenvolvimento de lideranças foram citados como prioridade por 48% dos entrevistados. Além disso, o aumento da produtividade e a redução de lacunas técnicas também foram mencionados.

Expectativas para o futuro

A familiaridade dos profissionais com ferramentas de IA é alta, com uma média de 7,25 em uma escala de 0 a 10 sobre o conhecimento acerca dessas soluções. A expectativa em relação à transformação que a IA pode trazer para o T&D nos próximos dois anos é ainda mais otimista, com uma média de 9,14 entre os entrevistados.

O CEO da Twygo, Jackson Rovina, enfatiza que os dados demonstram que a inteligência artificial já não é uma tendência distante. "O mercado reconhece a tecnologia como parte essencial da evolução da aprendizagem corporativa", conclui.