A Ypê anunciou a liberação para retomar a produção de detergentes lava-louças, sabões líquidos e desinfetantes em sua unidade de Amparo, São Paulo, após receber autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa também assegurou que os consumidores poderão solicitar a troca ou ressarcimento de produtos dos lotes ainda proibidos.
Produção e comercialização autorizadas
A Anvisa autorizou, na última sexta-feira (29), que a Ypê inicie a produção e comercialização dos itens identificados pelo final de lote 1, fabricados a partir de 1º de abril de 2026. Contudo, a proibição de uso e distribuição dos produtos com numeração final 1, produzidos até 31 de março de 2026, permanece vigente.
Orientações da Anvisa
A agência orientou que os produtos vetados permaneçam armazenados de forma segura e que não sejam descartados. A liberação desses itens ocorrerá conforme a apresentação de laudos de laboratórios credenciados pela Anvisa, que atestem a segurança dos produtos.
Nota da Ypê
A Ypê emitiu uma nota esclarecendo que as medidas fazem parte do Plano de Ação apresentado à Anvisa. A empresa reafirma seu compromisso com a transparência e responsabilidade na normalização de suas operações, e os consumidores afetados podem solicitar a troca ou ressarcimento através dos canais de atendimento disponíveis.
Suspensão e inspeções
A suspensão das atividades na fábrica ocorreu em 7 de maio, devido a um risco de contaminação microbiológica identificado em uma avaliação técnica. A Anvisa, em parceria com outras entidades, realizou uma inspeção que culminou na autorização atual, após constatar melhorias e a implementação de ações corretivas pela Ypê.
Impacto nos trabalhadores
A paralisação de duas linhas de produção afetou diretamente cerca de 450 a 500 trabalhadores, além de impactar indiretamente outros 3 mil funcionários de setores relacionados, como logística e transporte. A Ypê está empenhada em minimizar os transtornos gerados por essa situação.
Histórico de contaminação
A inspeção que levou à suspensão da produção teve relação com um histórico de contaminação microbiológica, registrado em novembro de 2025, quando a Ypê fez um recolhimento voluntário de lotes após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa. A Anvisa esclareceu que a nova decisão se baseia nos achados da inspeção de abril de 2026.
