A Viridis Mining and Minerals, empresa australiana de terras raras, está em estágio avançado de negociação com potenciais compradores na Europa e nos Estados Unidos. O CEO da companhia, Rafael Moreno, afirmou que a mineradora não está buscando compradores na China para sua mina Colossus, localizada em Minas Gerais.

Inauguração do Centro de Pesquisa

Na última quinta-feira, a Viridis inaugurou seu novo centro de pesquisa e processamento de terras raras em Poços de Caldas. Moreno comentou sobre a expectativa de que a produção estável comece até o fim de 2028, ressaltando que a instalação terá a capacidade de produzir o primeiro carbonato misto de terras raras, incluindo minerais como neodímio e térbio.

Mercado Ocidental como Prioridade

O CEO destacou que, apesar do crescente interesse de compradores chineses, a Viridis tem uma política clara de priorizar o mercado ocidental. Moreno acredita que, ao diversificar suas cadeias de suprimento, a empresa poderá obter melhores valores para seus produtos, evitando a pressão de preços que a China exerce quando a produção é concentrada no país.

Importância das Terras Raras

A corrida global por terras raras se intensifica, especialmente com a crescente necessidade desses materiais para a fabricação de carros elétricos e sistemas de defesa. Com isso, governos da Europa e dos EUA estão se esforçando para diminuir sua dependência da China, que atualmente responde por 60% da produção mundial de minério e mais de 90% da produção refinada de terras raras.

Custo do Projeto

O projeto da mina Colossus é o primeiro da Viridis no Brasil, que também possui operações na Austrália e no Canadá. O investimento estimado para a mina varia entre US$ 360 milhões e US$ 370 milhões, podendo chegar a US$ 400 milhões caso haja necessidade de capital de giro adicional. O financiamento do projeto deve ser concluído no terceiro trimestre deste ano.

Expectativas Futuras

Com a inauguração do centro de pesquisa e a estratégia de focar em compradores ocidentais, a Viridis visa não apenas contribuir para a economia local, mas também se posicionar como um player importante no setor de minerais críticos, fundamental para a transição energética global.