Motoristas que abastecem em Belo Horizonte e na região metropolitana, incluindo cidades como Contagem e Betim, estão enfrentando uma significativa variação nos preços do etanol, que pode chegar a 50%. Essa informação foi revelada em um levantamento realizado pelo site MercadoMineiro em parceria com o aplicativo comOferta, entre os dias 25 e 27 de junho de 2026.
Preços do etanol e gasolina
O estudo identificou que o preço do litro do etanol varia entre R$ 3,29 e R$ 4,96, com uma média de R$ 4,03. Essa média representa um leve aumento de 0,43% em relação à pesquisa anterior, realizada há duas semanas. Por outro lado, o litro da gasolina comum foi encontrado entre R$ 5,67 e R$ 6,89, com a média subindo de R$ 6,05 para R$ 6,11, uma alta de 1,03%.
Comparação com o diesel
Além disso, o diesel S10 apresentou uma variação de 21,93%, com preços que vão de R$ 6,52 a R$ 7,95. A média do diesel passou de R$ 6,92 para R$ 6,89, uma leve redução de 3 centavos. O posto com o preço mais alto do diesel foi o REM - BR - Barro Preto, enquanto o mais acessível foi o Nortesul Niquelina - Ipiranga.
Vantagem do etanol
Atualmente, a relação entre o preço médio do etanol e da gasolina está em 66%. Isso significa que, segundo os cálculos de eficiência, o etanol é a opção mais econômica, já que deve custar até 70% do valor da gasolina para ser vantajoso. O custo por quilômetro rodado com etanol caiu para R$ 0,47, enquanto a gasolina ficou em R$ 0,53.
Alerta econômico
O economista Feliciano Abreu, do MercadoMineiro, destacou que o aumento de mais de 1% no preço da gasolina acende um alerta sobre possíveis especulações no mercado. Ele mencionou que a gasolina vinha apresentando uma tendência de queda, e essa alta pode indicar uma nova fase de reajustes sem justificativa.
Impactos das flutuações
Abreu recordou que, no início do ano, conflitos internacionais impactaram os preços dos combustíveis, levando a uma forte especulação. Ele expressou preocupação com a possibilidade de novos aumentos, mesmo que pequenos, que podem ter um efeito cumulativo significativo sobre os consumidores. A situação permanece sob vigilância dos Procons e do governo federal para evitar abusos no setor.
