A mineradora Vale informou que, em 2023, sua produção de minério de ferro em Itabira será mantida em níveis comparáveis aos de 2025, conforme anunciado por Carlos Medeiros, vice-presidente de operações da empresa, durante um evento na cidade.
Impacto na economia local
Essa decisão consolida um novo padrão de produção para a região, que em 2025 produziu 25,2 milhões de toneladas, uma queda significativa em relação às 32,8 milhões de toneladas de 2024. Em 2023, a produção foi de 31,2 milhões de toneladas, o que acende um alerta para a Prefeitura de Itabira.
Queda na arrecadação municipal
A situação é preocupante, uma vez que a mineração representa cerca de 80% da receita da cidade, conforme indicado pela administração municipal. A diminuição na produção pode resultar em uma queda na Compensação Financeira por Exploração Mineral (Cfem), que é uma fonte vital de royalties para a cidade.
Vida útil das minas
Embora a Vale tenha ampliado a vida útil de suas minas em Itabira até 2053, a expectativa é que a produção não se mantenha em níveis elevados nos próximos anos. Em março, a mineradora anunciou a hibernação da usina de beneficiamento do Cauê, que havia sido inaugurada na década de 1970.
Modernização da usina
Atualmente, o beneficiamento do minério em Itabira ocorre nas usinas Conceição 1 e 2. Recentemente, a Vale finalizou a modernização da usina Conceição 2, que agora conta com sistemas de automação que utilizam inteligência artificial. Essa atualização deverá elevar a capacidade de produção da usina em aproximadamente 30%, passando de 9 milhões para 11,2 milhões de toneladas.
Investimentos futuros
Os investimentos realizados na modernização da usina em Itabira somaram cerca de R$ 200 milhões. A Vale planeja implementar ações semelhantes nos complexos de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, e Vargem Grande, em Nova Lima, visando aumentar ainda mais a eficiência de suas operações.
