A vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, não apresentou, até agora, qualquer relato de reações adversas graves em Minas Gerais. A aplicação do imunizante, que foi suspensa pelo Ministério da Saúde no dia 8 de junho, ocorreu principalmente em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Informações do Ministério da Saúde

Segundo Éder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações, e Eduardo Campos Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG), durante eventos realizados na Universidade Federal de Minas Gerais, todas as reações registradas até o momento foram leves. Ambos os órgãos continuam a apurar casos suspeitos.

Dados sobre a vacinação

A SES-MG confirmou que não houve notificações de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (Esavi) graves em relação à vacina contra dengue. Até agora, 178 mil doses do imunizante foram entregues ao estado, com 82 mil já aplicadas na população.

Casos em investigação no Brasil

No entanto, a nível nacional, o Ministério da Saúde relatou que 42 pessoas imunizadas apresentaram reações severas, incluindo dor abdominal e episódios de sangramento, com duas mortes associadas a casos de dengue grave. A quantidade de casos sob investigação em Minas Gerais ainda não foi divulgada.

Continuidade da vacinação em outras localidades

Até o final de maio, mais de 500 mil doses da vacina foram aplicadas em todo o país, com Nova Lima sendo um dos três municípios-piloto. Os outros incluem Botucatu (SP) e Maranguape (CE), onde a vacinação é voltada para pessoas de 15 a 59 anos.

Orientações para estados e municípios

Os estados e municípios que receberam a vacina foram instruídos a manter as doses armazenadas até novas orientações do Ministério da Saúde. A pasta reafirma que a vacina passou por todas as etapas de avaliação e é segura e eficaz.

Vacina Qdenga em distribuição

É importante ressaltar que a suspensão se aplica apenas ao imunizante do Butantan. A vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório Takeda, continua disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, com duas doses recomendadas a cada três meses.