A Ponte do Esqueleto, localizada em Limeira (SP), tornou-se um ponto de atração para praticantes de esportes radicais, mas agora está no centro de uma tragédia. No último sábado (13), Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, uma jovem de 21 anos, perdeu a vida durante um salto. O acesso à ponte é fácil, com três rotas viárias que permitem a chegada de qualquer veículo sem dificuldades.
Acidente Fatal
Maria Eduarda, moradora de Jandira, viajou até Limeira com o intuito de saltar com corda, uma modalidade de esporte radical. Após pagar R$ 180 pelo salto e R$ 110 para registrar o momento em vídeo, ela se preparou para a décima sétima descida do dia. Infelizmente, ao saltar do quinto pilar da ponte, não estava presa às cordas de segurança, resultando em uma queda fatal.
Condições da Estrutura
O local do acidente não apresenta medidas de segurança adequadas. A ponte, que deveria ser um projeto ferroviário, é atualmente usada para saltos, mas carece de proteção lateral, com apenas uma pequena mureta em sua borda. Uma placa de aviso, em péssimas condições, é a única indicação do perigo do local, que não possui controle de acesso.
Investigação em Andamento
As investigações estão sendo conduzidas pela delegada Andréa Dantas Levy, que afirmou que a falta de experiência da equipe responsável pelo salto contribuiu para o acidente. Três membros do grupo Entre Cordas, que organizou o salto, foram presos preventivamente sob a acusação de homicídio doloso, pois, segundo a polícia, eles assumiram o risco de causar a morte ao não usar as cordas de segurança.
Reação do Prefeito e Responsabilidades
O prefeito de Limeira, Murilo Félix, anunciou sua intenção de processar o governo federal por omissão em relação à segurança da ponte. A Secretaria do Patrimônio da União já se manifestou, afirmando que a atividade no local é irregular e que está disposta a colaborar nas investigações.
Outros Fatores a Considerar
A polícia também investiga o desaparecimento de uma câmera GoPro que filmou a queda de Maria Eduarda. O advogado dos acusados defende que a equipe não tinha a intenção de causar um acidente, sugerindo que o equipamento pode ter sido levado por outra pessoa presente no local. Além disso, a estrutura já registrou outros acidentes anteriormente, levantando questões sobre sua segurança contínua.
