A crise internacional gerada pela guerra entre Estados Unidos e Irã tem gerado preocupações sobre o aumento do preço do diesel, mas o subsídio concedido pelo governo brasileiro tem ajudado a amenizar esses impactos. Em entrevista, Paulo César Ribeiro Lima, ex-engenheiro da Petrobras, destacou que a arrecadação proveniente do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo é fundamental para sustentar esse subsídio.
Impacto do Subsídio
De acordo com Lima, enquanto o imposto sobre exportação estiver em vigor, o Brasil continuará a ter recursos para manter os preços do diesel sob controle, mesmo diante de uma crise prolongada. A análise é corroborada por dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que mostram variações nos preços do diesel nas regiões do país, com valores que podem chegar a R$ 7,28 por litro.
Importância das Refinarias
O ex-engenheiro também enfatizou a urgência de concluir as refinarias que estão em andamento no Brasil, como Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo ele, a falta de infraestrutura para refino é um dos principais problemas que o Brasil enfrenta, levando o país a exportar petróleo bruto enquanto importa diesel e GLP.
Críticas à Política de Refino
Lima criticou a decisão da ex-presidente Dilma Rousseff de suspender investimentos em refinarias, afirmando que essa escolha foi um erro estratégico que custou caro para a economia brasileira. Ele defendeu que o Brasil ainda precisará de combustíveis fósseis, como o diesel, por pelo menos duas décadas, tornando essencial retomar os investimentos em refino.
Perspectivas Futuras
A ampliação da refinaria de Abreu e Lima é vista como uma solução tímida, mas necessária. Lima considera que, apesar dos erros do passado, é melhor concluir as obras já iniciadas do que abandoná-las. Ele sugere que o Comperj, que enfrenta problemas de infraestrutura, deveria ser revitalizado e que o local deveria ter sido escolhido de forma mais estratégica.
Conclusão
Por fim, o ex-engenheiro reafirmou a importância de uma revisão na política de refino do Brasil, destacando que a falta de capacidade de refino não só impacta os preços, mas também a segurança energética do país. A necessidade de um planejamento sólido e de investimentos adequados é fundamental para garantir a estabilidade do setor energético brasileiro nos próximos anos.
