A EMS, empresa responsável pela produção da primeira caneta de semaglutida brasileira, chamada Ozivy, recebeu a aprovação da Anvisa, que definiu o preço máximo que pode ser cobrado pelo medicamento. Este teto foi fixado em R$ 1.077,79, alinhando-se ao valor do Ozempic, um concorrente já estabelecido no mercado.

Preços e Expectativas

A EMS, no entanto, anunciou que pretende praticar preços 30% inferiores ao teto, o que colocaria o custo do Ozivy em torno de R$ 630 nas dosagens menores. Essa estratégia visa tornar o medicamento mais acessível aos consumidores, especialmente considerando os preços atuais do Ozempic, que giram em torno de R$ 900.

Regulamentação e Mercado

A determinação do preço máximo é um passo necessário para a comercialização de qualquer medicamento no Brasil. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), vinculada à Anvisa, é responsável por essa definição. O Ozivy foi classificado na categoria 4, que abrange novas apresentações de medicamentos já existentes, permitindo, assim, a comparação de preços com outros produtos similares.

Variações de Preços por Estado

O preço final do Ozivy pode variar conforme a região do Brasil, devido à incidência do ICMS. Por exemplo, em São Paulo, com alíquota de 18%, o teto chega a R$ 1.314,37, enquanto em Alagoas, onde a alíquota é de 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60. Para as versões de 3 ml, o teto máximo sem impostos é de R$ 1.399,72.

Versões Disponíveis do Ozivy

A EMS está autorizada a lançar quatro apresentações do Ozivy, todas contendo solução injetável de 1,34 mg/ml. As opções incluirão: um cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora, dois cartuchos de 1,5 ml, um cartucho de 3 ml, e dois cartuchos de 3 ml.

Impacto da Queda de Patente

Especialistas acreditam que a queda da patente do semaglutida pode aquecer o mercado e resultar em preços mais acessíveis para os consumidores. A Novo Nordisk, antiga detentora da patente, já anunciou mudanças em sua política de preços, como a oferta de duas unidades gratuitamente na primeira compra.