Um estudo divulgado pelo Alana e Equidade.info aponta que 36,8% dos meninos não se preocupam com a menstruação, enquanto o índice entre meninas é de 19,7%. Essa realidade destaca a necessidade de um diálogo mais aberto sobre o assunto entre todos os gêneros.
O Que Acontece nas Escolas
Durante um seminário realizado em Brasília, onde foi celebrado o Dia da Dignidade Menstrual, meninos de 13 a 15 anos relataram que as aulas sobre saúde sexual são segregadas por gênero. Os meninos aprendem sobre preservativos enquanto as meninas recebem informações sobre absorventes, criando uma barreira no diálogo.
A Necessidade de Conversa
Uma jovem de Maceió, Alagoas, expressou que suas amigas e ela não se sentem à vontade para discutir menstruação na presença de meninos, evidenciando um preconceito enraizado. O estudo revela que 23,7% dos meninos acreditam que a menstruação pode interferir nas atividades escolares e esportivas, enquanto 41,2% das meninas compartilham dessa preocupação.
Desmistificando a Menstruação
A psicóloga Ursula Maschette, especialista em saúde menstrual, enfatiza que a escola perpetua a ideia de que os meninos não são maduros o suficiente para conversar sobre menstruação. Essa falta de diálogo pode gerar estigmas e preconceitos, impactando negativamente a saúde e as relações sociais.
Consequências do Silêncio
Os especialistas alertam que o silêncio sobre a menstruação pode levar a consequências sérias, como a invisibilização da dor menstrual e a pobreza menstrual. A Política Nacional de Dignidade Menstrual, criada em 2023, ainda não conseguiu garantir acesso suficiente a absorventes para todas as meninas.
O Papel dos Homens na Discussão
O médico Omero Poli Netto ressalta que, mesmo não menstruando, todos devem ser empáticos e entender a dor e os desafios enfrentados por meninas e mulheres. Ele compara a situação à hipertensão, onde a compreensão e o respeito são fundamentais, mesmo que a pessoa não vivencie a condição.
