A São Martinho, um dos principais grupos do setor sucroalcooleiro e bionergético, anunciou que continuará a utilizar redes celulares privativas em algumas de suas fazendas. Edi Fiori, head de TI da empresa, destacou em sua fala durante o MPN Forum que essa tecnologia ainda possui um papel fundamental para aplicações específicas, como a operação de máquinas à distância em frequências de 250 MHz.
Futuro híbrido de conectividade
Fiori prevê um futuro em que diversas tecnologias, incluindo redes privativas, satélites de baixa órbita e redes públicas, serão utilizadas para conectar equipamentos e sensores no campo, dependendo do uso específico e da adequação às áreas de negócio. A companhia, que possui 350 mil hectares e quatro unidades fabris, está em processo de transição de sua cobertura de rede principal.
Transição para a Vivo
Atualmente, a São Martinho opera uma rede celular privativa na frequência de 250 MHz desde 2018, composta por 32 torres e 43 nodes Bs, que cobrem 70% de sua área e conectam 2,4 mil equipamentos. A previsão é de que, a partir de abril de 2027, a empresa comece a utilizar a conectividade pública da Vivo, que incluirá a instalação de 44 novas torres e cobrirá 96% de sua área de atuação.
Benefícios da parceria com a Vivo
Com a nova parceria, a São Martinho não só contribuirá para o Capex da operadora, mas também garantirá uma série de benefícios. Entre eles, estão a conectividade celular gerida pela Vivo, cobertura para 57 cidades próximas a suas unidades fabris e um contrato que assegura a qualidade do serviço de rede.
Dificuldades com a rede privativa
Um dos principais fatores que motivaram a mudança da rede privativa para a pública foi a dificuldade em adquirir dispositivos compatíveis com a faixa de 250 MHz. Fiori acredita que, com a nova rede da Vivo, será possível acessar uma gama mais ampla de equipamentos de Internet das Coisas (IoT), especialmente sensores para medir umidade do solo, clima e monitorar pragas.
Expectativa de crescimento no parque de dispositivos
Com a implementação desses novos sensores, o head de TI da São Martinho projeta que o número de dispositivos conectados pode dobrar em um curto espaço de tempo, potencializando ainda mais a eficiência das operações da companhia no campo.
