O senador Rodrigo Pacheco, do PSB de Minas Gerais, revelou em evento na última sexta-feira (29) que está deixando a vida política e não pretende concorrer a novos cargos eletivos. Com essa decisão, Pacheco encerra um ciclo de 12 anos de atuação pública ao fim de seu atual mandato.

Retorno à advocacia

Durante sua fala em um encontro com empresários em São Paulo, o senador destacou que planejou previamente sua saída da política, mesmo diante de movimentos que o consideravam como um possível candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. Pacheco era visto como o nome favorito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa.

“Quando se chega à conclusão que o ciclo da política fechou, é difícil a gente opinar sobre nomes”, disse Pacheco ao comentar sobre o cenário político do estado. Ele enfatizou a necessidade de que novos quadros políticos assumam a liderança em Minas Gerais.

Atuação no Congresso

O senador, que ocupou a presidência do Senado entre 2021 e 2025, fez um balanço de sua trajetória e anunciou que sua atuação profissional será exclusivamente na área jurídica. “Em breve será só o direito”, afirmou, referindo-se à sua atual função dividida entre advocacia e política.

Pacheco também expressou que este é seu “12º e último ano na política”, ressaltando sua visão de que a atuação pública deve ter um tempo determinado. “Eu dizia sempre que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída, que eu não me eternizaria na política”, declarou.

Novas lideranças em Minas

Ao explicar sua decisão, o senador mencionou que não depende da atividade pública para viver e que sua saída abre espaço para novas lideranças no estado. Ele citou nomes com potencial para disputa em cargos majoritários, como o empresário Josué Gomes, o procurador-geral de Justiça Jarbas Soares e a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, a quem considera uma candidata forte ao Senado.

“Se eu estou fechando o ciclo da política, é naturalmente para que outros nomes possam surgir e liderar esse processo”, concluiu Pacheco, que deixa a vida pública com um sentimento de dever cumprido e confiança na continuidade da representação política de Minas Gerais.