A partir desta segunda-feira (8), caminhões com Peso Bruto Total Combinado (PBTC) superior a 23 toneladas enfrentam restrições de circulação em trechos das rodovias BR-050 e BR-365, localizadas no perímetro urbano de Uberlândia. A decisão foi publicada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Diário Oficial da União e visa reduzir os acidentes e melhorar a segurança viária nas áreas mais críticas da cidade.
Trechos e horários das restrições
A restrição de circulação se aplica nos seguintes trechos:
- BR-050: entre os km 68,9 e 77,2, onde a circulação de caminhões será proibida durante os horários de pico: das 6h30 às 9h, das 11h30 às 13h30 e das 17h às 19h30.
- BR-365: entre os km 610,8 e 614,7, com restrição de 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Rotas alternativas para motoristas
Para evitar os trechos com restrição, o DNIT recomenda que os motoristas utilizem rotas alternativas como o Anel Viário Ayrton Senna, que é a principal via para deslocamentos entre as regiões da cidade. Além disso, é sugerido o uso de trechos das próprias BR-050 e BR-365 fora das áreas restritas, especialmente para quem precisa acessar a região oeste.
Fiscalização inicial e suas implicações
Nos primeiros 30 dias após a implementação da medida, a fiscalização será educativa, ou seja, os motoristas serão apenas orientados sobre as novas regras, sem aplicação de multas nesse período. Após esse tempo, o descumprimento das regras será considerado infração de trânsito segundo o Código de Trânsito Brasileiro.
Motivos para a adoção das restrições
O DNIT justifica a adoção das restrições com base em estudos técnicos que indicaram um elevado número de acidentes nos trechos urbanos, congestionamentos frequentes e conflitos entre o trânsito urbano e rodoviário, além do impacto da circulação intensa de caminhões nos horários de pico.
Possíveis alterações nas regras
As regras poderão ser alteradas, e o DNIT se reserva o direito de mudar horários e trechos de restrição, criar normas específicas para situações excepcionais ou estabelecer condições especiais para transportes que necessitem de escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Essas mudanças dependerão de novas análises técnicas.
Com essas medidas, espera-se uma redução no trânsito pesado dentro da cidade, diminuição dos riscos de acidentes, e uma melhor mobilidade urbana durante os horários de pico, além de reorganizar o fluxo logístico de caminhões na região.
