A Região Serrana do Rio de Janeiro, que inclui cidades como Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, pode gerar anualmente entre 2,5 mil e 4,4 mil toneladas de lixo eletrônico. Essa estimativa é baseada em dados populacionais do IBGE e índices da ONU, destacando um aumento no consumo de dispositivos eletrônicos na região.
Produção de resíduos eletrônicos
Conforme o relatório da ONU sobre resíduos eletrônicos, a produção desse material na América Latina varia entre 4 e 7 quilos por habitante por ano. Aplicando essa média às populações de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, a soma pode chegar a 4,4 mil toneladas de equipamentos descartados anualmente.
Em Petrópolis, com aproximadamente 280 mil habitantes, a geração de resíduos eletrônicos pode variar entre 1,1 mil e 2 mil toneladas por ano. Teresópolis pode produzir entre 660 e 1,1 mil toneladas, enquanto Nova Friburgo está estimada entre 720 e 1,2 mil toneladas.
Desafios na coleta
Apesar da alta estimativa de resíduos, a coleta oficial de lixo eletrônico na região é considerada insatisfatória. Em Petrópolis, os dados indicam que foram coletados apenas 500 quilos em 2017, 100 quilos em 2018 e 300 quilos em 2019. Embora o município tenha ampliado os pontos de coleta em 2025, ainda não foram divulgados dados consolidados sobre a quantidade recolhida.
Preocupações ambientais
A disparidade entre a quantidade de resíduos gerados e a coleta efetiva é motivo de preocupação entre especialistas. Muitos aparelhos antigos ficam armazenados nas residências ou são descartados inadequadamente, aumentando os riscos ambientais devido à presença de metais pesados e outros contaminantes.
Obsolescência programada
De acordo com a Novoto, empresa especializada em gestão digital de garantias, a falta de acompanhamento da vida útil dos aparelhos contribui para a substituição precoce. O CEO da empresa, Marcelo Gontijo, ressalta que a obsolescência programada, onde os fabricantes dificultam o acesso a peças de reposição, também impacta o descarte de produtos.
Crescimento do setor tecnológico
A forte presença do setor de tecnologia na Região Serrana, como o ecossistema de inovação em Petrópolis, aumenta o uso de dispositivos eletrônicos. Especialistas afirmam que campanhas de conscientização e sistemas de coleta mais eficientes são essenciais para prevenir o aumento do descarte inadequado de resíduos eletrônicos.
