Às vésperas da Copa do Mundo, uma escola municipal em São Vicente, no litoral de São Paulo, está utilizando o álbum de figurinhas como uma ferramenta educativa sobre reciclagem. Os alunos estão aprendendo sobre a importância do descarte correto dos liners, a parte que se solta dos cromos, que exige um processo especial de reciclagem.
Impactos do papel siliconado
Os especialistas alertam que o revestimento de silicone presente nas figurinhas retarda a decomposição do material, que pode levar até um século para se desintegrar. Quando misturado a outras formas de lixo, esse material contribui para a emissão de gases de efeito estufa, agravando a crise ambiental.
Iniciativas na escola
O Ambiente Municipal de Educação Integral (Amei) Maria de Lourdes Batista está promovendo ações de conscientização por meio da criação de um álbum coletivo. As atividades buscam destacar a importância da destinação correta dos liners, incentivando os alunos a refletirem sobre suas práticas de consumo e descarte.
Logística reversa e reciclagem
Por ser feito de papel siliconado, os liners só podem ser reciclados através de logística reversa. Este processo reintegra os resíduos à cadeia produtiva, ajudando a preservar recursos naturais e reduzir os impactos ambientais. O descarte convencional frequentemente leva esse material a aterros sanitários.
Caixa de descarte na escola
Com a intenção de facilitar o descarte correto, os funcionários da escola criaram uma caixa para os alunos deixarem seus liners. A caixa, decorada com temas da Copa do Mundo, está estrategicamente posicionada em uma mesa, incentivando a prática sustentável entre os estudantes.
Encaminhamento para reciclagem
Após o preenchimento, o material coletado é enviado para uma empresa especializada em Guarulhos (SP), que é a única no estado a realizar esse tipo de reciclagem. Essa parceria é fundamental para garantir que os resíduos sejam tratados de maneira adequada.
Álbum coletivo como ferramenta educacional
Além da reciclagem, a escola também implementou um álbum de figurinhas coletivo, uma ideia da coordenadora pedagógica Andreza Simões. A proposta visa democratizar o acesso ao material, permitindo que todos os alunos participem da tradição de colecionar figurinhas, promovendo também o trabalho em equipe entre eles.
A iniciativa começou no final de maio, com exemplares do álbum sendo fixados nas paredes do pátio, proporcionando acesso a todos os alunos. Em 2026, espera-se que o custo para completar o álbum aumente, com cada pacote de cromos custando R$ 7, totalizando mais de R$ 1 mil para completar a coleção.
