A Raízen, uma das principais empresas do agronegócio brasileiro, anunciou nesta quinta-feira (4/6) a venda de suas operações de refino, distribuição e comercialização de combustíveis na Argentina. O negócio foi avaliado em US$ 1,42 bilhão, equivalente a cerca de R$ 7,15 bilhões, e foi fechado com o Mercuria Energy Group.
Objetivo da Venda
Conforme informado pela Raízen, os recursos obtidos com esta transação serão utilizados para a gestão da estrutura de capital da companhia. O objetivo é fortalecer sua posição financeira e apoiar as prioridades estratégicas de longo prazo da empresa.
Assembleias de Debenturistas
A empresa também comunicou que as assembleias dos debenturistas, que estavam agendadas para o dia 3 de junho, foram adiadas para segunda-feira, 8 de junho. Essas assembleias são cruciais, pois debêntures são títulos de dívida emitidos para captação de recursos, e os debenturistas são os investidores que detêm esses títulos.
Plano de Recuperação Extrajudicial
Na véspera da venda, a Raízen divulgou um novo plano de recuperação extrajudicial que será submetido à votação. O documento inclui aportes de R$ 3,5 bilhões pela Shell e R$ 500 milhões por um veículo da Aguassanta Investimentos. O plano apresenta três opções de pagamento para os credores.
Opções de Pagamento
A primeira opção do plano consiste na conversão de 45% da dívida reestruturada em ações da empresa. A segunda alternativa oferece um desconto de 80% sobre o valor do crédito, com pagamento em parcela única até 31 de março de 2047. A terceira opção prevê um pagamento em caixa, limitado ao menor valor entre 75% dos créditos ou R$ 9.750,00, com um limite total de R$ 150 milhões.
Recuperação Extrajudicial no Brasil
Neste ano, a Raízen protocolou o maior pedido de recuperação extrajudicial do Brasil, visando renegociar suas dívidas. Essa modalidade permite que empresas em dificuldades financeiras negociem diretamente com seus credores, sendo uma alternativa mais ágil e menos custosa que a recuperação judicial tradicional.
Perfil da Raízen
A Raízen, fundada em 2011 a partir de uma joint venture entre a Cosan e a Shell, é uma das líderes globais em produção de açúcar e etanol, operando também toda a rede de postos da marca Shell no Brasil.
